Senador Jaques Wagner é alvo da 9ª fase da Operação Compliance Zero, que investiga fraudes ligadas ao Banco Master

A Polícia Federal deflagrou a 9ª fase da Operação Compliance Zero e incluiu o senador Jaques Wagner entre os alvos da investigação sobre supostas fraudes, lavagem de dinheiro e corrupção ligadas ao Banco Master.

Senador Jaques Wagner é alvo da 9ª fase da Operação Compliance Zero, que investiga fraudes ligadas ao Banco Master

A Polícia Federal deflagrou nesta quinta-feira (18) a 9ª fase da Operação Compliance Zero, investigação que apura um suposto esquema de fraudes financeiras, lavagem de dinheiro, corrupção e gestão fraudulenta envolvendo o Banco Master. Entre os alvos da nova etapa está o senador Jaques Wagner, um dos principais nomes do Partido dos Trabalhadores no Congresso Nacional.

A operação foi autorizada pelo Supremo Tribunal Federal e tem como objetivo aprofundar as investigações sobre a possível participação de agentes públicos e políticos em ações que teriam beneficiado o grupo econômico investigado. Mandados judiciais foram cumpridos para a coleta de documentos, equipamentos eletrônicos e outras provas consideradas relevantes para o avanço das apurações.

De acordo com a Polícia Federal, a Operação Compliance Zero investiga um esquema que teria provocado prejuízos bilionários ao sistema financeiro brasileiro. As suspeitas envolvem a emissão de ativos sem lastro, manipulação de mercado, lavagem de capitais e a atuação de uma organização criminosa estruturada para ocultar irregularidades financeiras.

O principal investigado é o empresário Daniel Vorcaro, apontado pelos investigadores como líder do suposto esquema. Desde o início da operação, em novembro de 2025, a Justiça já autorizou dezenas de prisões, mais de uma centena de mandados de busca e apreensão e o bloqueio de aproximadamente R$ 27,7 bilhões em bens e valores dos investigados.

Segundo a Polícia Federal, a investigação revelou uma ampla rede de relacionamentos entre integrantes do grupo financeiro, agentes públicos e figuras políticas. As apurações seguem em andamento e novas fases da operação não estão descartadas.

Até o momento, não há condenações relacionadas aos fatos investigados. Os citados na operação negam irregularidades e afirmam que irão apresentar suas defesas ao longo do processo.

Por Márcio Queiroz Vítor
Jornalista há 21 anos; Gestor em Marketing e Eventos há 26 anos; MBA em Comunicação e Marketing; Coordenador Comercial do Guarda Volume; PhD sobre Foz do Iguaçu.

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