Rafael Greca destaca BR-277 e Ferroeste como eixos centrais para o futuro logístico do Paraná

Pré-candidato defende integração entre rodovias e ferrovias para impulsionar turismo, reduzir custos e ampliar a competitividade do estado

Rafael Greca destaca BR-277 e Ferroeste como eixos centrais para o futuro logístico do Paraná

Durante entrevista ao Guarda Volume, o ex-prefeito de Curitiba, Rafael Greca, enfatizou que o avanço logístico do Paraná passa por uma combinação estratégica entre infraestrutura rodoviária e ferroviária — com destaque direto para a BR-277 e a Ferroeste.

BR-277: base do fluxo atual e essencial para Foz
Greca reconheceu a importância histórica e atual da BR-277, especialmente para Foz do Iguaçu, que depende fortemente do transporte terrestre para o turismo e para a circulação de mercadorias.
A duplicação da rodovia, segundo ele, é fundamental para:

melhorar a segurança no trânsito

reduzir o tempo de deslocamento

fortalecer o turismo regional

garantir maior eficiência logística

A BR-277 segue como principal ligação entre o Oeste, Curitiba e o litoral, além de ser rota estratégica para a integração com países vizinhos.

Ferroeste: o ponto-chave para destravar o crescimento
Além das rodovias, Greca foi enfático ao destacar o papel da Ferroeste como elemento decisivo para o futuro logístico do estado.
Para ele, o Paraná precisa avançar na consolidação de um sistema ferroviário robusto, capaz de:

reduzir o custo do transporte de cargas

aumentar a competitividade do agronegócio

aliviar a sobrecarga nas rodovias

melhorar a eficiência no acesso ao Porto de Paranaguá

Greca resgatou, inclusive, visões históricas de integração ferroviária no estado, destacando que a ideia de conectar o interior produtivo ao litoral por trilhos não é nova — mas ainda precisa ser efetivamente concretizada.

Integração de modais como estratégia
Na avaliação do pré-candidato, o grande desafio do Paraná não é escolher entre rodovia ou ferrovia, mas sim integrar os dois sistemas.
Ele defende um modelo logístico mais equilibrado, em que:

rodovias garantam mobilidade e acesso regional

ferrovias assumam o transporte de grande escala

e novos projetos complementem a estrutura existente

Greca também mencionou a possibilidade de estudos para soluções alternativas de transporte, ainda em estágio conceitual, como formas de ampliar a capacidade de escoamento da produção.

Capacidade de investimento e parcerias
O pré-candidato afirmou que o Paraná possui condições de viabilizar projetos estruturantes por meio de financiamento e parcerias.
Entre as possibilidades citadas:

articulação com bancos de desenvolvimento nacionais e internacionais

participação do setor produtivo, como cooperativas e indústria

formação de modelos de investimento compartilhado

Impacto direto em Foz do Iguaçu
Para Foz, a integração entre BR-277 e Ferroeste pode representar um salto significativo.
Com alto custo das passagens aéreas, a cidade depende majoritariamente do acesso terrestre. Nesse cenário, a melhoria da infraestrutura pode:

ampliar o número de visitantes

facilitar o acesso de turistas de diferentes regiões

fortalecer o comércio e o setor de serviços

aumentar o tempo de permanência dos visitantes

Visão de longo prazo
Ao longo da entrevista, Rafael Greca reforçou que o Paraná precisa retomar uma visão estratégica de longo prazo, com planejamento técnico e execução consistente.
Para ele, o desenvolvimento do estado passa necessariamente por superar gargalos logísticos históricos e construir uma infraestrutura capaz de sustentar o crescimento econômico nas próximas décadas.

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