Primeira aplicação de Polilaminina no Paraná é realizada em Foz e marca novo capítulo na medicina regenerativa
Editoria: Saúde
Primeira aplicação de polilaminina no Paraná acontece em Foz do Iguaçu, em procedimento de alta complexidade realizado no Hospital Unimed Foz, abrindo novas perspectivas para o tratamento de lesões medulares.

Foz do Iguaçu passa a integrar o cenário da medicina regenerativa no Paraná com a realização da primeira aplicação de polilaminina no estado. O procedimento de alta complexidade aconteceu no Hospital Unimed Foz e envolve nova perspectiva no tratamento de lesões medulares.
A proteína polilaminina foi descoberta pela pesquisadora Tatiana Coelho de Sampaio e vem sendo estudada como alternativa promissora na regeneração de tecido neural. A inovação aplicada no procedimento foi desenvolvida em parceria entre o neurocirurgião Bruno Cortes, do Rio de Janeiro, e o médico João Elias El Sarraf, integrante da equipe hospitalar em Foz.
O caso envolve um atleta profissional que sofreu grave lesão medular após acidente automobilístico. A aplicação da substância busca estimular mecanismos biológicos associados à reorganização do tecido neural lesionado, dentro de protocolos médicos rigorosos.
Durante conversa, o médico Gustavo Capobianco destacou que o avanço também reflete o novo momento tecnológico do hospital. Segundo ele, a instituição já ultrapassou outros centros da região em estrutura e inovação, mencionando a presença de cirurgia robótica, UTI totalmente individualizada e investimentos constantes em tecnologia.
Na avaliação do médico, a aplicação da polilaminina representa um passo à frente no tempo e demonstra que Foz do Iguaçu passa a contar com um hospital capaz de entregar à população procedimentos de alta complexidade alinhados às práticas mais modernas da medicina.
A realização do procedimento projeta a cidade para além do contexto regional e insere Foz em um debate nacional sobre inovação em saúde. Embora os resultados clínicos dependam de acompanhamento prolongado, o momento é considerado relevante dentro do campo da medicina regenerativa.
O Guarda Volume seguirá acompanhando os desdobramentos clínicos e científicos do caso.