Por que famílias foram retiradas de casas em Foz? Entenda o motivo das desocupações
Retirada de famílias de 21 casas em Foz do Iguaçu ocorreu após invasão de unidades ainda em obra, sem condições de moradia e já destinadas a beneficiários da fila habitacional.

A retirada de famílias de 21 unidades habitacionais em Foz do Iguaçu está diretamente ligada à ocupação irregular de casas ainda em fase de construção e já destinadas a beneficiários cadastrados em programas habitacionais do município.
As moradias fazem parte do empreendimento Lagoa Azul, na região de Três Lagoas. Segundo a Prefeitura, as unidades invadidas não estavam concluídas e não possuíam condições mínimas de habitabilidade, como fornecimento regular de água, energia elétrica e segurança estrutural.
A ocupação ocorreu no dia 31 de janeiro de 2026, em meio à paralisação das obras após a saída da empresa responsável pela construção. Desde então, o município afirma que tentou a desocupação voluntária, notificando os ocupantes sobre os riscos e a irregularidade da permanência no local.
Casas já tinham destino definido
Outro ponto central para a desocupação é que os imóveis já estavam previamente destinados a famílias inscritas no cadastro habitacional, muitas delas aguardando há anos pela casa própria.
De acordo com o Fozhabita, permitir a permanência de ocupações irregulares comprometeria todo o sistema de seleção e distribuição das moradias, prejudicando diretamente quem segue os critérios legais estabelecidos.
O conjunto habitacional prevê 42 unidades. Metade delas já havia sido entregue em dezembro de 2025. As demais estavam em fase final de construção quando foram ocupadas.
Risco e decisão judicial
Laudos técnicos da Defesa Civil apontaram que as casas invadidas apresentavam riscos por estarem inacabadas. Com base nesses fatores — risco estrutural, ausência de infraestrutura e irregularidade da ocupação —, o município recorreu à Justiça.
A reintegração de posse foi autorizada judicialmente e começou a ser cumprida nesta semana.
Acolhimento e debate social
Após a retirada, parte das famílias foi encaminhada ao Centro POP, serviço de assistência social do município. No entanto, relatos indicam insatisfação com as condições oferecidas, reacendendo o debate sobre a política habitacional e a falta de alternativas imediatas para famílias em situação de vulnerabilidade.
Apesar disso, a Prefeitura reforça que o caminho regular para acesso à moradia é o cadastro habitacional, que segue critérios técnicos e sociais.