Por que famílias foram retiradas de casas em Foz? Entenda o motivo das desocupações

Retirada de famílias de 21 casas em Foz do Iguaçu ocorreu após invasão de unidades ainda em obra, sem condições de moradia e já destinadas a beneficiários da fila habitacional.

Por que famílias foram retiradas de casas em Foz? Entenda o motivo das desocupações

WhatsApp-Image-2026-04-23-at-10.36.06-scaled.jpegA retirada de famílias de 21 unidades habitacionais em Foz do Iguaçu está diretamente ligada à ocupação irregular de casas ainda em fase de construção e já destinadas a beneficiários cadastrados em programas habitacionais do município.

As moradias fazem parte do empreendimento Lagoa Azul, na região de Três Lagoas. Segundo a Prefeitura, as unidades invadidas não estavam concluídas e não possuíam condições mínimas de habitabilidade, como fornecimento regular de água, energia elétrica e segurança estrutural.

A ocupação ocorreu no dia 31 de janeiro de 2026, em meio à paralisação das obras após a saída da empresa responsável pela construção. Desde então, o município afirma que tentou a desocupação voluntária, notificando os ocupantes sobre os riscos e a irregularidade da permanência no local.

Casas já tinham destino definido

Outro ponto central para a desocupação é que os imóveis já estavam previamente destinados a famílias inscritas no cadastro habitacional, muitas delas aguardando há anos pela casa própria.

De acordo com o Fozhabita, permitir a permanência de ocupações irregulares comprometeria todo o sistema de seleção e distribuição das moradias, prejudicando diretamente quem segue os critérios legais estabelecidos.

O conjunto habitacional prevê 42 unidades. Metade delas já havia sido entregue em dezembro de 2025. As demais estavam em fase final de construção quando foram ocupadas.

Risco e decisão judicial

Laudos técnicos da Defesa Civil apontaram que as casas invadidas apresentavam riscos por estarem inacabadas. Com base nesses fatores — risco estrutural, ausência de infraestrutura e irregularidade da ocupação —, o município recorreu à Justiça.

A reintegração de posse foi autorizada judicialmente e começou a ser cumprida nesta semana.

Acolhimento e debate social

Após a retirada, parte das famílias foi encaminhada ao Centro POP, serviço de assistência social do município. No entanto, relatos indicam insatisfação com as condições oferecidas, reacendendo o debate sobre a política habitacional e a falta de alternativas imediatas para famílias em situação de vulnerabilidade.

Apesar disso, a Prefeitura reforça que o caminho regular para acesso à moradia é o cadastro habitacional, que segue critérios técnicos e sociais.

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