PF deflagra segunda fase de operação contra lavagem de dinheiro em Foz do Iguaçu

Polícia Federal cumpre mandados em Foz do Iguaçu, encontra passagem subterrânea e amplia investigação sobre lavagem de dinheiro e contrabando.

PF deflagra segunda fase de operação contra lavagem de dinheiro em Foz do Iguaçu

WhatsApp Image 2026-08-04 at 12.06.31.jpegOperação Lastro Oculto 2 cumpre cinco mandados de busca e apreensão e encontra passagem subterrânea que pode ter sido utilizada no transporte clandestino de mercadorias

A Polícia Federal deflagrou, nesta terça-feira (4), a segunda fase da Operação Lastro Oculto, em Foz do Iguaçu, no Oeste do Paraná. A ação tem como objetivo aprofundar as investigações sobre uma organização criminosa suspeita de movimentar e ocultar recursos provenientes da entrada irregular de mercadorias do Paraguai no Brasil.

Nesta nova etapa, os agentes cumpriram cinco mandados de busca e apreensão, todos em endereços localizados em Foz do Iguaçu.

Durante o cumprimento das ordens judiciais, os policiais localizaram, em um dos imóveis investigados, uma passagem subterrânea clandestina que conectava estabelecimentos ocupados por empresas. De acordo com os indícios levantados pela investigação, a estrutura poderia ser utilizada para transportar mercadorias introduzidas irregularmente no país entre os imóveis, evitando a fiscalização e mantendo a movimentação dos produtos de forma oculta.

A entrada da passagem estava soldada, o que exigiu o apoio do Corpo de Bombeiros Militar do Paraná, responsável pelos procedimentos necessários para garantir o acesso seguro ao local.

A estrutura subterrânea e os materiais encontrados passarão por perícia e serão analisados no decorrer das investigações. O objetivo é esclarecer como o espaço era utilizado e qual era a participação de cada um dos investigados no esquema.

Os novos alvos foram identificados após o aprofundamento das investigações e a análise de documentos, materiais e informações apreendidos durante a primeira fase da operação.

Esquema envolvia diversas etapas da atividade ilegal

Segundo a Polícia Federal, a organização prestava serviços para clientes brasileiros e comerciantes estabelecidos em Ciudad del Este, no Paraguai, interessados em introduzir mercadorias irregularmente no Brasil, sem o recolhimento dos tributos devidos e fora dos controles previstos pela legislação.

As investigações apontam que o grupo atuava em diferentes etapas da atividade ilícita, incluindo:

armazenamento de mercadorias;
carregamento e transporte por rotas terrestres e fluviais;
preparação de veículos;
manutenção de portos e depósitos clandestinos;
gerenciamento financeiro;
realização de pagamentos relacionados às operações criminosas.
Lavagem de dinheiro e patrimônio oculto

A Polícia Federal também identificou indícios de que parte dos recursos obtidos com as atividades ilegais teria sido utilizada na aquisição de veículos e imóveis em Foz do Iguaçu.

Há ainda suspeitas de que empresas fossem utilizadas para administrar, disfarçar e ocultar o patrimônio acumulado pela organização criminosa. Parte dos recursos também teria sido investida na construção de um hotel no município.

Conforme o grau de participação de cada investigado, os envolvidos poderão responder pelos crimes de organização criminosa, lavagem de dinheiro, contrabando e descaminho.

O nome Lastro Oculto faz referência ao patrimônio que, segundo as investigações, teria sido acumulado pelos investigados sem comprovação de origem lícita.

Márcio Queiroz Vítor
Jornalista há 21 anos; gestor de Marketing e Eventos há 26 anos; MBA em Comunicação e Marketing; coordenador comercial do Guarda Volume; PhD sobre Foz do Iguaçu.

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