Patrícia Iunovich: Quem é a Diretora da Fundação Cultural de Foz do Iguaçu
Quem é Patrícia Iunovich: conheça a trajetória da diretora da Fundação Cultural de Foz do Iguaçu, da Itaipu à gestão cultural da cidade.

De repórter a uma das posições mais estratégicas da comunicação pública em Foz do Iguaçu, a trajetória de Patrícia Iunovich é marcada por consistência técnica, resiliência e protagonismo em momentos decisivos da cidade.
Atual diretora da Fundação Cultural de Foz do Iguaçu, Patrícia construiu sua carreira dentro da própria estrutura institucional, tornando-se um dos nomes mais experientes quando o assunto é comunicação pública ligada à Itaipu e ao desenvolvimento local.
UMA CARREIRA CONSTRUÍDA NA PRÁTICA
Patrícia iniciou sua trajetória como jornalista, atuando diretamente na produção de conteúdo e cobertura institucional. Com o tempo, assumiu funções estratégicas e chegou à gerência de imprensa — um movimento natural para quem já dominava o fluxo de informação e relacionamento com a mídia.
O ponto de virada veio quando, em meio a disputas internas e mudanças de gestão, ela foi convidada a assumir a superintendência de comunicação.
Mesmo sem experiência formal em gestão naquele momento, aceitou o desafio.
“Eu não tenho experiência de gestão, tenho experiência de jornalismo. Mas disseram: você vai dar conta.”
E deu.
A ÚNICA ‘PRATA DA CASA’ A PERMANECER
Em um ambiente historicamente político, onde cargos de comunicação costumam mudar a cada gestão, Patrícia rompeu o padrão.
Ela foi a única profissional da casa a permanecer no cargo ao longo de diferentes diretores-gerais de Itaipu — um feito raro e que evidencia reconhecimento técnico acima de alinhamentos políticos.
Ao todo, passou por cinco gestões distintas.
A PROVA DEFINITIVA: A SABATINA COM O GENERAL SILVA E LUNA
Um dos momentos mais marcantes da carreira aconteceu com a chegada do general Joaquim Silva e Luna à direção de Itaipu.
Antes de sua permanência ser confirmada, Patrícia passou por uma semana de avaliação intensa — com testes técnicos, psicológicos e análise de desempenho.
Enquanto isso, a usina começava a enfrentar maior pressão da imprensa nacional, com pautas complexas como o Anexo C e a comercialização de energia.
Foi nesse cenário que sua experiência fez diferença.
Ela demonstrou domínio técnico, relacionamento com grandes veículos e capacidade de resposta — fatores decisivos para sua permanência.
No fim da avaliação, veio o reconhecimento:
Ela era a pessoa mais preparada para continuar.
GESTÃO, LIDERANÇA E IMPACTO EM FOZ
Durante a gestão de Silva e Luna, Patrícia acompanhou de perto uma série de obras estruturantes que impactaram diretamente Foz do Iguaçu:
Segunda ponte Brasil–Paraguai
Melhorias no aeroporto
Investimentos em infraestrutura urbana
Apoio direto à cidade durante a pandemia
Ela destaca, principalmente, o modelo de liderança baseado no exemplo.
“Ele decidiu morar em Foz do Iguaçu. Governava pelo exemplo.”
ATUAÇÃO NA PANDEMIA E LEGADO
Um dos capítulos mais relevantes foi durante a pandemia da Covid-19, quando Itaipu teve papel decisivo no apoio à cidade.
Segundo Patrícia, a atuação da usina foi fundamental em um momento em que o município enfrentava dificuldades para responder sozinho à crise.
Apoio hospitalar
Disponibilização de testes
Estrutura emergencial de saúde
A atuação chegou a ser reconhecida nacionalmente, com destaque em reportagens de grande alcance.
RAÍZES EM FOZ E VISÃO DE FUTURO
Mais do que uma trajetória profissional, Patrícia construiu uma relação pessoal com a cidade.
Mãe de filhos iguaçuenses, ela se define como alguém profundamente conectada ao desenvolvimento local.
E tem uma visão clara sobre o momento da cidade:
“Foz do Iguaçu já é uma cidade do futuro. Ela já aconteceu.”
Para ela, o principal desafio agora é a própria população reconhecer o potencial que já existe — fruto de décadas de crescimento acelerado, muitas vezes “no susto”, como define.
DA ITAIPU À FUNDAÇÃO CULTURAL
Hoje à frente da Fundação Cultural, Patrícia leva toda essa bagagem para um novo desafio: fortalecer a identidade cultural de Foz do Iguaçu e ampliar a conexão entre a cidade, sua história e sua população.
Sua trajetória combina três pilares:
Comunicação estratégica
Conhecimento institucional
Compromisso com o desenvolvimento local
UMA LIDERANÇA QUE UNE TÉCNICA E PERTENCIMENTO
A história de Patrícia Iunovich não é apenas sobre carreira — é sobre permanência, construção e legado.
Em um cenário onde cargos costumam ser transitórios, ela se consolidou como uma liderança técnica que atravessou gestões, crises e transformações.
E agora, na cultura, assume um papel ainda mais simbólico: ajudar Foz do Iguaçu a contar — e entender — a própria história.