Operação interdita clínica e investiga suspeita de falso médico em Foz do Iguaçu

Clínica é interditada em Foz do Iguaçu após operação que investiga falso médico e cursos irregulares na área estética.

Operação interdita clínica e investiga suspeita de falso médico em Foz do Iguaçu

Uma operação conjunta do Conselho Regional de Medicina do Paraná, da Vigilância Sanitária e da Polícia Civil do Paraná resultou na interdição de uma clínica e na suspensão de um curso irregular na área estética em Foz do Iguaçu. A ação foi realizada no último sábado (4), após denúncias sobre possível exercício ilegal da medicina.

O estabelecimento funcionava em um prédio comercial na Avenida Pedro Basso, onde eram realizados procedimentos estéticos e também cursos de aplicação de injetáveis. Segundo o CRM-PR, o responsável pelo local se apresentava nas redes sociais como médico especialista, porém não possui registro profissional válido no Brasil.

De acordo com o conselho, o investigado tem formação em Farmácia e diploma de Medicina obtido no exterior, mas não realizou a revalidação exigida para atuar legalmente no país. Sem esse processo, qualquer prática médica é considerada irregular.

As denúncias que motivaram a fiscalização partiram de profissionais da área e também de um cidadão que identificou a ausência do nome do suspeito nos registros oficiais.

Durante a operação, as equipes encontraram um procedimento sendo realizado em uma paciente. Também foi constatado que cursos eram oferecidos a pessoas sem habilitação médica, incluindo estudantes de medicina no exterior e profissionais de outras áreas.

Além disso, foram apreendidos medicamentos sem registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária, produtos de origem estrangeira e substâncias vencidas, que estariam sendo utilizadas nos atendimentos. Uma profissional estrangeira também foi identificada atuando sem comprovação de formação.

O suspeito foi encaminhado à delegacia, prestou depoimento e foi liberado após pagamento de fiança de cerca de R$ 10 mil. Outras pessoas que estavam no local também foram ouvidas.

Segundo o CRM-PR, por não possuir registro no conselho, não cabe sanção ética-profissional direta. No entanto, toda a documentação foi encaminhada às autoridades policiais e sanitárias para investigação.

O caso pode envolver não apenas exercício ilegal da medicina, mas também possíveis crimes contra o consumidor, já que pacientes podem ter sido induzidos ao erro ao acreditar que estavam sendo atendidos por um profissional habilitado.

O conselho reforçou a importância das denúncias para coibir práticas irregulares e proteger a saúde da população, destacando que seguirá acompanhando o caso.

Fonte: Portal da Cidade

Mais notícias