Moro entra na reta final embalado pelas pesquisas e vê vitória no primeiro turno ao alcance
Sergio Moro entra na reta final da eleição ao Governo do Paraná liderando pesquisas e aponta possibilidade de vitória já no primeiro turno.
A dez dias da eleição, Sergio Moro (PL) fala como quem já enxerga a linha de chegada. Em entrevista ao Guarda Volume nesta quinta-feira, 24 de setembro, o candidato ao Governo do Paraná descreveu uma campanha em confiança crescente e afirmou que as pesquisas divulgadas hoje confirmam o momento favorável. Para ele, a vitória já no primeiro turno, em 4 de outubro, deixou de ser hipótese distante e passou a ser uma possibilidade concreta.
O otimismo tem história. Senador pelo Paraná desde 2023, Moro chegou ao PL em 2026 para disputar o Palácio Iguaçu, depois de passar pelo Podemos e pelo União Brasil. Ex-juiz federal e ex-ministro da Justiça, construiu no estado um capital eleitoral sólido: em 2022, venceu a disputa ao Senado com 33,5% dos votos válidos. Desde então, esse patrimônio só se ampliou, e a sucessão de Ratinho Júnior encontrou Moro na posição de nome a ser batido.
Os números desta quinta-feira reforçam a leitura da campanha. A Neokemp divulgou levantamento em que Moro alcança 48,7% no cenário estimulado, muito à frente de Requião Filho, com 25,9%, e de Sandro Alex, com 20,8%, que disputam entre si o segundo lugar dentro da margem de erro. A pesquisa ouviu 1.008 pessoas em 22 e 23 de setembro. É um patamar que coloca o candidato do PL no limiar da vitória antecipada.
A Quaest, também divulgada hoje, confirma a liderança isolada: Moro tem 36%, com vantagem de 16 pontos sobre os dois adversários, empatados numericamente com 20%, e venceria ambos em eventual segundo turno. A consistência chama atenção: ao longo de todo o ano, Moro esteve sempre em primeiro lugar e, em geral, com o dobro do segundo colocado. Em levantamentos de institutos como Veritá e AtlasIntel, chegou a aparecer perto ou acima dos 50% dos votos válidos, patamar que, se repetido na urna, encerra a disputa no primeiro turno.
Outro dado joga a favor do candidato. Requião Filho, seu adversário mais frequente no segundo lugar, tem a maior rejeição da disputa na Neokemp, com 47,5%. Na prática, mesmo que a eleição avance para 25 de outubro, Moro chegaria à nova etapa em posição confortável.
O desafio da campanha nos próximos dez dias é transformar a vantagem em mais da metade dos votos válidos, e há institutos que ainda o colocam abaixo dessa marca. Na média das pesquisas, ele fica aquém dos 50%, e a Real Time Big Data chegou a registrar empate técnico com Sandro Alex em um cenário de segundo turno. É esse espaço que Moro quer eliminar nos dias que restam.
O Paraná chega à reta final com um favorito claro, e ele sabe disso. A confiança demonstrada por Moro ao Guarda Volume não é bravata: está ancorada em meses de liderança ininterrupta e em uma pesquisa, divulgada hoje, que o coloca a poucos pontos de liquidar a eleição.
Para Foz do Iguaçu e o Oeste, a expectativa agora é que o provável próximo governador traduza esse favoritismo em compromissos firmes com a fronteira, a segurança e o turismo. A palavra final segue com o eleitor, mas o vento, neste momento, sopra a favor de Moro.
Autor: Márcio Queiroz Vítor
Jornalista há 21 anos; Gestor em Marketing e Eventos há 26 anos; MBA em Comunicação e Marketing; Coordenador Comercial do Guarda Volume; PhD sobre Foz do Iguaçu.