Medicamentos para emagrecimento são encontrados escondidos em potes de doce de leite em ônibus apreendido

Ação realizada na Alfândega de Foz do Iguaçu revelou cerca de 2.545 ampolas escondidas

Medicamentos para emagrecimento são encontrados escondidos em potes de doce de leite em ônibus apreendido

Uma operação da Receita Federal do Brasil revelou um esquema de transporte irregular de medicamentos durante a deslacração de um ônibus de turismo realizada nesta quinta-feira (30). A ação ocorreu após o veículo ter sido apreendido no dia 19 de abril, em abordagem da Polícia Rodoviária Federal no município de Santa Terezinha de Itaipu.

O ônibus tinha como destino Cabo Frio e passou por uma conferência detalhada das bagagens e volumes transportados. Durante a fiscalização, os servidores encontraram medicamentos para emagrecimento escondidos de forma inusitada: dentro de potes de doce de leite e em diversos compartimentos internos do veículo.

Ocultação e volume apreendido

Somente nos recipientes de doce de leite foram localizadas 545 ampolas. Já no restante do ônibus, outras 2.000 unidades foram encontradas, totalizando 2.545 ampolas apreendidas. A carga foi avaliada em aproximadamente R$ 555 mil.

A forma de ocultação chama atenção das autoridades por evidenciar tentativas cada vez mais sofisticadas de burlar a fiscalização aduaneira, especialmente em rotas que ligam a região de fronteira ao interior do país.

Aumento expressivo nas apreensões

Os dados mais recentes da Alfândega da Receita Federal em Foz do Iguaçu apontam um crescimento significativo nesse tipo de ocorrência. Entre maio e dezembro de 2025, foram apreendidas 8.630 unidades de medicamentos para emagrecimento.

Já entre janeiro e 30 de abril de 2026, esse número saltou para 59.027 unidades — um aumento expressivo que acende o alerta das autoridades sobre a intensificação desse tipo de crime na região de fronteira.

Risco à saúde e combate ao crime

Segundo a Receita Federal, os medicamentos seriam comercializados sem qualquer tipo de registro sanitário, o que representa riscos diretos à saúde pública. Além disso, a prática configura crime de contrabando e descaminho.

O órgão reforçou que atua de forma permanente na repressão a esse tipo de irregularidade, com foco na proteção da sociedade e da economia nacional.

A investigação segue para identificar os responsáveis pelo transporte da carga ilegal.

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