Luciano Hang avalia expansão da Havan para o Paraguai e deve se reunir com Santiago Peña
Luciano Hang estuda expandir a Havan para o Paraguai e deve se reunir com o presidente Santiago Peña para discutir investimentos e oportunidades de negócios.

O empresário brasileiro Luciano Hang, proprietário da rede varejista Havan, afirmou que estuda a possibilidade de instalar unidades da empresa no Paraguai. A declaração foi feita durante entrevista à imprensa paraguaia e reforça o interesse crescente de companhias brasileiras em ampliar suas operações no país vizinho.
Segundo Hang, uma visita ao Paraguai está prevista para ocorrer entre o fim de junho e o início de julho. Durante a viagem, o empresário pretende se reunir com representantes do setor produtivo local, fornecedores e também com o presidente do Paraguai, Santiago Peña.
De acordo com o empresário, diversos fornecedores da Havan já mantêm operações em território paraguaio, produzindo mercadorias que posteriormente abastecem lojas da rede no Brasil. Esse cenário, aliado à competitividade tributária e ao ambiente favorável aos investimentos, tem despertado o interesse da companhia em analisar uma possível expansão internacional.
Hang destacou que a Havan ainda possui amplo espaço para crescimento no mercado brasileiro. Segundo ele, a rede tem potencial para inaugurar entre 300 e 400 novas lojas nos próximos anos. Apesar disso, o empresário reconheceu que o Paraguai apresenta condições atrativas para novos investimentos, especialmente em razão da menor carga tributária e do aumento da presença de empresas brasileiras no país.
Outro ponto destacado por Hang foi a crescente integração econômica entre Brasil e Paraguai. Conforme afirmou, cerca de 250 empresas brasileiras já se instalaram no país vizinho, movimento que tem contribuído para fortalecer as relações comerciais bilaterais e ampliar oportunidades de negócios na região.
Caso a expansão seja confirmada, a chegada da Havan poderá representar um dos maiores investimentos do varejo brasileiro em território paraguaio nos últimos anos, com potencial para gerar empregos, movimentar a economia local e intensificar ainda mais os laços econômicos entre os dois países.
Por Márcio Queiroz Vítor
Jornalista há 21 anos; Gestor em Marketing e Eventos há 26 anos; MBA em Comunicação e Marketing; Coordenador Comercial do Guarda Volume; PhD sobre Foz do Iguaçu.