Hospital Municipal cria mesa permanente para discutir valorização dos profissionais

O Hospital Municipal de Foz do Iguaçu instituiu uma Mesa Permanente de Negociação para discutir 24 reivindicações dos trabalhadores e fortalecer o diálogo com os profissionais da saúde.

Hospital Municipal cria mesa permanente para discutir valorização dos profissionais

Fundação Municipal de Saúde recebeu 24 reivindicações do sindicato e instituiu um canal permanente de negociação para acompanhar as demandas dos trabalhadores.

A Fundação Municipal de Saúde de Foz do Iguaçu (FMSFI), responsável pela administração do Hospital Municipal Padre Germano Lauck (HMPGL), iniciou uma nova etapa no relacionamento com seus colaboradores ao criar uma Mesa Permanente de Negociação, destinada a discutir reivindicações dos trabalhadores e acompanhar a implementação de possíveis avanços.

A iniciativa surgiu após reunião realizada em 31 de julho entre representantes da Fundação e do Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos de Serviços de Saúde de Foz do Iguaçu e Região (SEESSFIR), ocasião em que a direção do hospital recebeu oficialmente 24 propostas apresentadas pela categoria.

Segundo a Fundação, o objetivo é estabelecer um canal contínuo de diálogo, permitindo que cada reivindicação seja analisada com critérios técnicos, jurídicos e financeiros, respeitando a legislação vigente e a capacidade orçamentária da instituição.

Demandas serão avaliadas tecnicamente

Após o encontro, a administração do hospital elaborou uma Nota Técnica reunindo todas as propostas encaminhadas pelo sindicato. O documento classifica cada reivindicação conforme sua prioridade e viabilidade de execução.

Além da Nota Técnica, a Fundação encaminhou um ofício e uma carta assinada pelo diretor-presidente do Hospital Municipal, Jorge Áureo, ao presidente do SEESSFIR, Paulo Sérgio Ferreira, reafirmando o compromisso da gestão com um diálogo transparente e permanente.

Valorização dos profissionais

Para o diretor-presidente Jorge Áureo, investir na valorização dos trabalhadores também significa fortalecer a qualidade da assistência prestada à população.

"As pessoas que fazem o Hospital funcionar todos os dias são parte essencial do cuidado oferecido à população. Recebemos as propostas apresentadas pelo sindicato com responsabilidade e disposição para avançar naquilo que for possível. Queremos que essa construção seja conjunta e permanente, porque quando valorizamos quem está na assistência e nos diferentes setores, isso se reflete no cuidado que chega ao paciente."

Segundo a direção, a humanização do atendimento também passa pelas condições oferecidas aos profissionais que atuam diariamente na instituição.

Seis eixos de discussão

As 24 reivindicações foram organizadas em seis áreas principais:

Saúde, segurança e qualidade de vida no trabalho;
Desenvolvimento humano;
Gestão e estrutura;
Proteção social e família;
Governança e diálogo;
Provimento permanente de profissionais.

Cada tema será tratado conforme sua complexidade. Algumas propostas poderão ser encaminhadas por meio de medidas administrativas, enquanto outras dependerão de estudos sobre impacto financeiro e disponibilidade de recursos.

Entre as pautas está também o planejamento para realização de concurso público, relacionado ao provimento permanente de profissionais.

Contratos temporários seguem limite previsto em lei

Durante as negociações, o sindicato também apresentou a proposta de ampliar para três anos o período de duração dos contratos temporários mediante acordo coletivo.

No entanto, a Fundação informou que um parecer técnico-jurídico concluiu que essa alteração não pode ser realizada por negociação coletiva, uma vez que o prazo desse tipo de contratação é definido em legislação específica e possui respaldo constitucional.

Mesmo com o impedimento legal nesse ponto, a direção destacou que as demais reivindicações continuarão sendo discutidas na Mesa Permanente de Negociação.

Canal permanente de diálogo

A criação da Mesa Permanente representa a principal mudança anunciada pela Fundação Municipal de Saúde. O novo modelo busca institucionalizar o diálogo entre gestão e trabalhadores, permitindo acompanhamento contínuo das demandas e construção de soluções dentro das possibilidades legais e financeiras.

A expectativa é que o espaço fortaleça a participação dos profissionais nas discussões sobre o ambiente hospitalar e contribua para melhorias nas condições de trabalho e, consequentemente, na qualidade do atendimento oferecido à população.

Texto: Márcio Queiroz Vítor
Jornalista há 21 anos, gestor em Marketing e Eventos há 26 anos, MBA em Comunicação e Marketing, coordenador comercial do Guarda Volume e PhD sobre Foz do Iguaçu.

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