Hospital Itamed recua e mantém maternidade após negociação com Estado e Itaipu

Hospital Itamed mantém maternidade após negociação com Estado e Itaipu, evitando colapso no atendimento obstétrico em Foz do Iguaçu.

Hospital Itamed recua e mantém maternidade após negociação com Estado e Itaipu

A Fundação de Saúde Itaiguapy, responsável pela gestão do Hospital Itamed, anunciou que vai manter o funcionamento do serviço de maternidade, que havia sido ameaçado de encerramento devido a um cenário de desequilíbrio orçamentário.

A decisão foi tomada após uma reunião realizada em Curitiba, que reuniu representantes do conselho diretor do hospital, da Itaipu Binacional e da Secretaria de Saúde do Governo do Paraná. O encontro marcou a retomada das negociações envolvendo o financiamento da unidade hospitalar.

Serviços mantidos

Com o avanço do diálogo, foi suspensa a notificação formal que havia sido enviada ao governo estadual — responsável pelos repasses do Sistema Único de Saúde (SUS) no Paraná — alertando sobre a possível interrupção do atendimento na maternidade.

Segundo a nota oficial, todos os serviços do hospital seguirão funcionando normalmente. Isso inclui não apenas a maternidade, mas também atendimentos de alta complexidade e demais áreas assistenciais, garantindo a continuidade da assistência à população de Foz do Iguaçu e região.

Negociações continuam

A instituição informou ainda que as discussões sobre o contrato vigente com o Estado continuarão em uma agenda conjunta. O acordo atual, que regula os repasses do SUS, tem validade até agosto deste ano, o que aumenta a pressão por uma solução definitiva que assegure a sustentabilidade financeira do hospital.

Em nota, o Itamed reforçou o compromisso com a transparência e com a qualidade dos serviços prestados, destacando a importância do diálogo permanente com as instituições parceiras para manter o atendimento à população.

Contexto e impacto

A possível suspensão da maternidade havia gerado preocupação na rede pública de saúde, especialmente em uma região estratégica como Foz do Iguaçu, que atende não apenas moradores locais, mas também pacientes de cidades vizinhas e da tríplice fronteira.

A manutenção do serviço evita, ao menos por ora, um colapso no atendimento obstétrico da região. No entanto, o impasse financeiro segue como ponto crítico e o desfecho das negociações até o vencimento do contrato será determinante para o futuro da unidade.

MARCIO QUEIROZ VÍTOR
Jornalista há 21 anos
Gestor em Marketing e Eventos há 25 anos
MBA em Comunicação e Marketing
Coordenador comercial do Guarda Volume
PhD sobre Foz do Iguaçu

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