Fundo Social do Sicredi alcança projetos de diferentes áreas e destina mais de R$ 1,7 milhão a ações sociais

Fundo Social do Sicredi apoia mais de 190 entidades e destina R$ 1,7 milhão a projetos de esporte, saúde, cultura e assistência social.

Fundo Social do Sicredi alcança projetos de diferentes áreas e destina mais de R$ 1,7 milhão a ações sociais

Encontro em Foz do Iguaçu reuniu 13 entidades com atuação em esporte, saúde, cultura, assistência e projetos comunitários; cooperativa também revelou que outras formas de apoio já superaram R$ 4 milhões no primeiro semestre

Futebol e basquete, saúde e cultura, projetos para crianças e idosos e até instituições ligadas a diferentes denominações religiosas. A diversidade das entidades reunidas pelo Sicredi em Foz do Iguaçu, no dia 2 de setembro, mostrou que o alcance do Fundo Social passa por diferentes áreas e públicos.

O encontro reuniu representantes de 13 organizações para apresentar os projetos desenvolvidos e mostrar como os recursos recebidos chegam à comunidade.

Neste ano, mais de 190 entidades são apoiadas pela cooperativa por meio do Fundo Social, que destina mais de R$ 1,7 milhão a projetos sociais. No recorte apresentado durante o encontro em Foz do Iguaçu, foram mencionados R$ 185 mil destinados a três projetos.

Apoio vai além do Fundo Social

Os R$ 1,7 milhão correspondem especificamente ao Fundo Social. Segundo o presidente da cooperativa, Aldo Agostinho, quando consideradas outras formas de apoio, patrocínios, doações e destinações, o volume é maior.

Somente no primeiro semestre, segundo ele, foram mais de R$ 4 milhões. A expectativa é chegar perto de R$ 10 milhões até o fim do ano.

Aldo destacou ainda que os recursos são resultado da movimentação dos próprios associados da cooperativa.

“Quem patrocina esse momento e esses recursos são todos aqueles que trabalham com o Sicredi, que movimentam suas economias aqui com o Sicredi”, afirmou.

Além dos repasses financeiros, a atuação inclui doação de móveis e equipamentos provenientes de reformas das agências e participação voluntária dos colaboradores em atividades promovidas pelas entidades.

Do futebol ao basquete

O esporte ajuda a demonstrar a diversidade dos projetos alcançados.

A Associação Um Chute Para o Futuro atende mais de 900 crianças e adolescentes por meio de atividades ligadas ao futebol.

Já a Associação de Basquetebol de Foz do Iguaçu mantém 12 núcleos pela cidade. São 957 crianças e adolescentes, de 4 a 17 anos, no projeto de iniciação Basquete Sem Fronteiras. Somando a base e o alto rendimento, são 1.357 participantes.

“Todo mundo vê o esporte, se emociona com o esporte, mas é muito difícil fazer esporte e viver do esporte”, resumiu Ana Paula, coordenadora-geral da entidade.

A associação completa 16 anos em 2026 e também mantém o trabalho de alto rendimento do Foz Basquete, que representa o município em competições. Neste ano, a equipe conquistou o quinto lugar em um Mundial na Sérvia e, em 2025, ficou em segundo lugar em Dubai.

Diferentes denominações, trabalho comunitário em comum

A variedade também aparece entre as instituições de origem religiosa.

A Província Brasileira da Congregação das Irmãs Filhas da Caridade de São Vicente de Paulo, de origem católica, e a Igreja do Ministério Ide Sem Fronteiras, evangélica, estiveram entre as organizações participantes.

Ao lado delas aparecem projetos esportivos, culturais, hospitalares, assistenciais e de inclusão.

Essa composição mostra um Fundo Social que alcança organizações com perfis bastante diferentes, mas que compartilham um ponto em comum: o desenvolvimento de trabalhos voltados à comunidade.

Saúde, cultura e inclusão

Na saúde, a Fundação de Saúde Itaiguapy, responsável pelo Hospital Itamed, apresentou iniciativas que incluem projetos relacionados à oncologia e ações de voluntariado.

Na cultura, a Estação Cultural João Sampaio, na Vila C, informou atender atualmente 320 pessoas, entre crianças e adultos. Esta é a segunda vez que o trabalho desenvolvido no espaço recebe apoio.

O Projeto Aprendendo a Viver, com cerca de 20 anos de atuação na região de Três Lagoas, também apresentou atividades destinadas a crianças e pessoas da terceira idade.

Participaram ainda organizações como Associação Filantrópica Casa das Fraldas Mãos de Anjo, Associação Viva Bia e Nosso Canto – Centro de Adaptação Neurológica, além dos Rotary Clubs de Foz do Iguaçu – Nova Fronteira e Ponte.

Recursos chegam a quem está na ponta

Para a gerente da agência JK do Sicredi em Foz do Iguaçu, Rafaela Gazziero, o recurso financeiro representa apenas uma parte do processo.

“Nós, talvez com recursos financeiros, somos aqueles que colocam uma sementinha. Mas quem cuida, quem aduba, quem rega, quem cultiva são vocês, entidades”, afirmou.

A fala sintetiza o que apareceu durante as apresentações: organizações diferentes entre si utilizando os recursos para manter atividades que já chegam diariamente à população.

Para Aldo Agostinho, ampliar a participação na cooperativa também significa aumentar a capacidade de apoiar essas iniciativas.

“Quanto mais pessoas vierem para o Sicredi, mais a gente vai poder ajudar”, afirmou.

Entre futebol, basquete, saúde, cultura, assistência, instituições católicas e evangélicas, o encontro mostrou que os recursos percorrem caminhos diferentes depois que deixam o Fundo Social. O destino final, porém, converge para o mesmo ponto: projetos que transformam o apoio recebido em atendimento e oportunidades para a comunidade.
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