Foz do Iguaçu fecha julho com maior ocupação hoteleira da história
Márcio Queiroz Vítor é jornalista há 21 anos, gestor em Marketing e Eventos há 26 anos, possui MBA em Comunicação e Marketing, é coordenador comercial do Guarda Volume e pesquisador de Foz do Iguaçu.

Taxa média chegou a 83%, superou pela primeira vez a marca de 80% e confirma o melhor julho já registrado pelo turismo da cidade
Julho de 2026 entrou para a história do turismo de Foz do Iguaçu. A cidade alcançou 83% de ocupação média da rede hoteleira, o melhor resultado da série histórica da pesquisa realizada pela Secretaria Municipal de Turismo.
Pela primeira vez, a ocupação média no mês de julho ultrapassou a marca de 80%, consolidando um desempenho superior ao registrado nos últimos anos e reforçando o momento de crescimento vivido pelo destino turístico.
Mais do que o índice final, os números revelam um fluxo constante de visitantes durante todo o mês. A primeira quinzena registrou 81% de ocupação, enquanto a segunda atingiu 88%, demonstrando que a demanda permaneceu elevada do início ao fim do período de férias escolares.
Para o secretário municipal de Turismo, Jian Petrycoski, o resultado representa um marco para o setor.
"Encerramos o mês de julho como o melhor mês da história do turismo na cidade."
Evolução da ocupação em julho
Os dados mostram a recuperação e o crescimento contínuo do turismo em Foz do Iguaçu nos últimos anos:
2021: 31%
2022: 73%
2023: 76%
2024: 74%
2025: 76%
2026: 83%
O índice deste ano supera em sete pontos percentuais o registrado em julho de 2025, estabelecendo um novo recorde para o período.
Hotéis e pousadas acima de 80%
O desempenho positivo foi observado em todas as principais categorias de hospedagem.
Em julho, os hotéis registraram ocupação média de 83%, enquanto as pousadas alcançaram 85%. Segundo a Secretaria de Turismo, é a primeira vez que ambas as categorias ultrapassam simultaneamente a marca de 80% durante o mês de julho.
Desempenho superou as expectativas
Os números também surpreenderam o próprio setor hoteleiro.
Na primeira quinzena, a expectativa era de uma ocupação média de 74%, mas o resultado chegou a 81%. Já na segunda metade do mês, a projeção era de 76%, enquanto o índice efetivamente registrado alcançou 88%.
Ou seja, mesmo diante da previsão de um bom movimento nas férias, a procura por hospedagem foi significativamente maior do que o esperado.
Impacto em toda a cadeia do turismo
A elevada ocupação dos meios de hospedagem reflete diretamente na economia local. O aumento do fluxo de visitantes impulsiona restaurantes, atrativos turísticos, comércio, transporte, agências de turismo e diversos outros segmentos ligados ao setor.
Além do volume expressivo de turistas, outro destaque foi a regularidade do movimento ao longo de todo o mês, fator considerado estratégico para ampliar a geração de renda e fortalecer a atividade turística.
A pesquisa foi realizada pela Divisão de Estatísticas e Estudos Turísticos da Secretaria Municipal de Turismo, com 95 respondentes, representando 111 meios de hospedagem que integram o painel permanente de monitoramento da ocupação hoteleira.