Foz do Iguaçu cria programa De Volta para Casa para ajudar pessoas em situação de rua a recomeçar

Foz do Iguaçu cria o programa De Volta para Casa, que oferece transporte, apoio documental e articulação social para ajudar pessoas em situação de rua a retomar vínculos familiares e recomeçar a vida fora das ruas.

Foz do Iguaçu cria programa De Volta para Casa para ajudar pessoas em situação de rua a recomeçar

Projeto aprovado pela Câmara prevê transporte, regularização de documentos e articulação com a rede social da cidade de origem

A possibilidade de recomeçar longe das ruas acaba de ganhar respaldo legal em Foz do Iguaçu. A Câmara Municipal aprovou o projeto de lei que institui o programa De Volta para Casa, iniciativa voltada principalmente a pessoas em situação de rua que possuam vínculos comprovados com a cidade de destino, como familiares ou rede de apoio.

Com a aprovação, o município passa a oferecer suporte para que essas pessoas possam retomar laços familiares e reconstruir a vida fora da vulnerabilidade extrema. Entre os benefícios previstos estão o fornecimento de passagem até a cidade de origem, apoio na emissão de documentos pessoais e a articulação com programas sociais do município que irá receber o beneficiário.

Na prática, o atendimento será feito a partir da abordagem da assistência social em Foz do Iguaçu, que fará a identificação da pessoa, verificará sua procedência e avaliará a existência de vínculos familiares ou comunitários. A partir disso, o município poderá viabilizar o retorno. “A assistência social vai abordar o morador de rua aqui em Foz do Iguaçu, identificar de onde ele é e fornecer uma passagem para que retorne ao seu local de origem. Entendemos que, junto à família, é o ambiente mais adequado para que ele possa se recuperar e ser reinserido no convívio social”, destacou um dos defensores da proposta durante a tramitação.

O texto aprovado estabelece que o benefício poderá ser concedido apenas uma vez por pessoa, evitando o uso recorrente do programa. A coordenação ficará sob responsabilidade do Poder Executivo, que terá a atribuição de analisar cada caso individualmente, considerando critérios sociais e a viabilidade do retorno.

A expectativa é que o programa atue como uma alternativa humanizada dentro da política de assistência social do município, oferecendo não apenas deslocamento, mas um caminho concreto para que pessoas em situação de rua tenham uma nova chance de reconstruir a própria história fora das ruas.

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