Flávio oscila para 45%, Lula mantém 44%, e rejeição ao petista despenca a quatro dias do segundo turno

Por Márcio Queiroz Vítor

Editoria: Política

Pesquisa Quaest mostra Flávio Bolsonaro com 45% e Lula com 44% no segundo turno. Rejeição ao presidente cai seis pontos na reta final.

Pesquisa Quaest segundo turno 2026

Foto: divulgação

Pesquisa Quaest aponta empate técnico na disputa presidencial. Enquanto Flávio Bolsonaro mantém vantagem numérica, Lula registra queda de seis pontos na rejeição em uma semana.

A quatro dias de os brasileiros voltarem às urnas, a disputa pela Presidência da República segue sem favorito claro. Nova pesquisa Quaest, encomendada pela TV Globo e divulgada nesta quarta-feira (21), registra o senador Flávio Bolsonaro (PL) com 45% das intenções de voto e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com 44%.

Com margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos, os dois estão tecnicamente empatados. Votos em branco, nulos ou eleitores que dizem não pretender votar somam 9%, e os indecisos são 2%.

A rodada atual confirma o padrão de polarização que marcou toda a campanha. No primeiro turno, realizado em 4 de outubro, Flávio terminou com 47% dos votos válidos, contra 45% de Lula.

A primeira Quaest do segundo turno, divulgada em 14 de outubro, já apontava empate técnico, com o senador do PL em 46% e o presidente em 44%. De uma semana para outra, portanto, Flávio oscilou um ponto para baixo e Lula permaneceu estável, movimentos que ficam dentro da margem de erro e não alteram o quadro de equilíbrio.

Rejeição a Lula cai seis pontos em uma semana

O dado que mais se moveu nesta rodada, porém, não está nas intenções de voto. Segundo levantamento detalhado divulgado pelo InfoMoney, a rejeição a Lula caiu seis pontos em uma semana, de 53% para 47%, enquanto a de Flávio recuou de 54% para 52%.

Pela primeira vez na sequência recente de pesquisas do instituto, o candidato do PL aparece com rejeição numericamente superior à do petista. Desde 21 de setembro, a resistência ao nome de Lula acumula queda de oito pontos.

Na pergunta espontânea, quando o entrevistador não apresenta a lista de candidatos, os dois aparecem rigorosamente empatados, com 40% cada. Nesse cenário, os indecisos chegam a 14% e brancos, nulos e quem não pretende votar somam 6%.

A Quaest ouviu 2.154 eleitores com 16 anos ou mais, entre os dias 17 e 20 de outubro, em todas as regiões do país. O nível de confiança é de 95%, e a pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-08535/2026.

Disputa segue aberta na reta final

Há leituras distintas para os mesmos números. Para quem acompanha a campanha de Flávio Bolsonaro, a manutenção da liderança numérica por três rodadas seguidas, somada ao resultado do primeiro turno, sinaliza um eleitorado consolidado.

Para o entorno de Lula, a queda acelerada da rejeição indica espaço de crescimento justamente entre os eleitores que até agora resistiam ao presidente.

Convém lembrar que pesquisa é retrato de momento, não prognóstico, e que uma diferença de um ponto em um cenário com margem de dois não permite apontar vencedor.

Também pesa o fato de que os indecisos e os eleitores que ainda podem mudar de ideia, ainda que poucos, são suficientes para decidir uma eleição tão apertada.

Resultado terá reflexos no Paraná e em Foz do Iguaçu

No Paraná, estado que tradicionalmente entrega votação expressiva ao campo conservador, e em Foz do Iguaçu, onde a disputa nacional se mistura a temas sensíveis como Itaipu, fronteira e turismo, o resultado de domingo terá reflexo direto nas relações entre o próximo governo federal e a região.

O que os números da Quaest mostram, a esta altura, é que a eleição de 25 de outubro será decidida voto a voto, e que a última semana de campanha, com debates e mobilização nas ruas, pode ser mais decisiva do que qualquer levantamento publicado até aqui.


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