FLÁVIO BOLSONARO DECLARA APOIO A SERGIO MORO E MUDA O JOGO NA ELEIÇÃO DO PARANÁ EM 2026
Apoio de Flávio Bolsonaro a Sergio Moro muda cenário da eleição no Paraná em 2026, pressiona Ratinho Junior e cria novo jogo político com impacto direto em Foz do Iguaçu.

A declaração feita nesta quarta-feira (18) pelo senador Flávio Bolsonaro, confirmando apoio ao nome de Sergio Moro para o Governo do Paraná em 2026, altera de forma concreta o cenário político do estado.
O que antes era tratado como articulação de bastidores ganha agora dimensão pública — e, com isso, eleva o nível da disputa eleitoral.
FIM DE UM CENÁRIO CONTROLADO
Até então, o Paraná caminhava para uma eleição de continuidade. O grupo do governador Ratinho Junior, sustentado por altos índices de aprovação e forte estrutura política, desenhava um processo sucessório relativamente controlado dentro do PSD.
Nomes como Guto Silva, Alexandre Curi e Rafael Greca orbitavam como alternativas viáveis — todos com um ponto em comum: a manutenção do atual projeto de governo.
A entrada oficial do apoio de Flávio Bolsonaro rompe essa lógica.
BOLSONARISMO ENTRA NO JOGO DE FORMA DIRETA
Mais do que fortalecer Moro, o movimento insere o bolsonarismo como protagonista direto na disputa estadual.
Não se trata apenas da escolha de um candidato ao governo, mas da construção de um palanque estratégico em um dos estados mais relevantes do país em termos eleitorais.
A sinalização é clara: o grupo político ligado ao ex-presidente Jair Bolsonaro não pretende ficar à margem do processo conduzido por Ratinho Junior — quer disputar liderança.
MORO GANHA FORÇA ELEITORAL
Com o novo cenário, Sergio Moro passa a reunir dois ativos decisivos:
Forte recall eleitoral, especialmente ligado à Operação Lava Jato
Apoio de uma base ideológica consolidada
A combinação amplia sua competitividade e reposiciona sua candidatura como uma das principais forças na disputa de 2026.
PRESSÃO SOBRE RATINHO JUNIOR
O movimento também impõe um dilema estratégico ao grupo governista.
Ratinho Junior terá que decidir entre:
Manter candidatura própria do PSD, assumindo o risco de divisão da direita
Buscar composição política, preservando influência no processo eleitoral
Essa decisão tende a ser determinante para o rumo da eleição.
Caso haja divisão, o Paraná entra em um cenário inédito: uma disputa aberta, com possibilidade real de segundo turno e resultado imprevisível.
ELEIÇÃO COM IMPACTO NACIONAL
O pano de fundo vai além do estado.
A eleição de 2026 tende a ser nacionalizada, e o Paraná passa a integrar o xadrez político brasileiro. O apoio de Flávio Bolsonaro se insere em uma estratégia mais ampla de consolidação de palanques regionais com impacto direto na disputa presidencial.
FOZ DO IGUAÇU NO CENTRO DO TABULEIRO
Em Foz do Iguaçu, o cenário ganha contornos ainda mais sensíveis.
O prefeito Silva e Luna, filiado ao PL, mantém alinhamento administrativo com o governo Ratinho Junior, especialmente na viabilização de investimentos estruturantes para a cidade.
No entanto, a possível orientação nacional do PL em apoio a Moro cria um dilema político relevante:
Seguir Moro → alinhamento com o projeto bolsonarista nacional
Manter proximidade com Ratinho → preservação de articulações administrativas
Essa tensão pode impactar diretamente governabilidade, alianças e o fluxo de investimentos locais.
O DILEMA DO GENERAL
Diante desse cenário, surge a pergunta inevitável:
de que lado ficará o general?
A decisão não será apenas eleitoral, mas estratégica — com reflexos diretos no futuro político de Foz do Iguaçu.
UM NOVO JOGO POLÍTICO
A leitura é clara:
O jogo mudou
A sucessão deixou de ser previsível
O Paraná entra definitivamente no centro do debate nacional
A partir de agora, o estado deixa de ser palco de continuidade e passa a viver uma disputa aberta — intensa, estratégica e com impacto muito além de suas fronteiras.
MARCIO QUEIROZ VÍTOR
Jornalista há 20 anos | Gestor em Marketing e Eventos há 25 anos | MBA em Comunicação e Marketing | Coordenador comercial do Guarda Volume | PhD sobre Foz do Iguaçu