Disputa acirrada: pesquisas mostram avanço de Flávio e perda de fôlego de Lula a menos de 6 meses da eleição
Novas pesquisas mostram avanço de Flávio Bolsonaro e perda de fôlego de Lula na corrida presidencial de 2026. Cenário de segundo turno está cada vez mais equilibrado.

A menos de seis meses da eleição presidencial de 2026, o cenário de segundo turno aponta para uma disputa cada vez mais equilibrada — e, em alguns levantamentos, com vantagem para Flávio Bolsonaro sobre o atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Um levantamento comparativo entre os principais institutos de pesquisa do país revela um quadro de oscilação constante, mas com tendência de crescimento do candidato da oposição nas medições mais recentes.
Empate técnico e viradas recentes
Os dados indicam que, no início de março, Lula ainda aparecia numericamente à frente em alguns levantamentos. É o caso do Datafolha (46% a 43%) e do Real Time Big Data (42% a 41%).
Ao longo das semanas seguintes, no entanto, o cenário começou a mudar:
Quaest: empate em 41% a 41%
Futura: Flávio à frente com 48,8% contra 40,5%
AtlasIntel: 47,6% a 46,6% para o senador
Gerp: 48% a 45%
Paraná Pesquisas: 45,2% a 44,1%
Nexus: empate técnico em 46% a 46%
Meio/Ideia: 45,8% a 45,5%, praticamente empatados
O dado mais recente, divulgado em 9 de abril pelo instituto Veritá, reforça essa tendência: Flávio aparece com 42,8%, contra 38,4% de Lula — uma diferença mais expressiva, fora da margem de empate técnico.
Mudança de tendência
O conjunto das pesquisas sugere uma inversão gradual no cenário eleitoral.
Lula, que iniciou o período à frente em parte dos levantamentos, passa a enfrentar dificuldades para manter vantagem consistente. Já Flávio Bolsonaro demonstra crescimento contínuo e consolida presença competitiva na disputa de segundo turno.
A leitura predominante é de que o eleitorado segue em movimento, com sinais de desgaste do governo atual e maior organização do campo oposicionista.
Fatores que pressionam o governo
Entre os principais elementos que ajudam a explicar a perda de fôlego do governo estão fatores econômicos e políticos que impactam diretamente a percepção da população:
Alta nos preços dos combustíveis
Inflação dos alimentos, com maior impacto nas classes média e baixa
Desgaste político envolvendo o chamado “caso Master”
Dificuldade de articulação política dentro da base aliada
Sensação de perda de poder de compra
Esses fatores vêm sendo explorados no debate público e aparecem como influências relevantes no humor do eleitorado.
Cenário aberto
Apesar da vantagem recente em alguns levantamentos, o cenário ainda é considerado aberto.
A proximidade numérica entre os candidatos indica uma eleição altamente competitiva, com possibilidade de mudanças até o pleito. A tendência de crescimento de Flávio Bolsonaro chama atenção, mas especialistas apontam que o comportamento do eleitor nos próximos meses — especialmente diante do cenário econômico — será decisivo para consolidar ou reverter esse quadro.
MARCIO QUEIROZ VÍTOR
Jornalista há 21 anos
Gestor em Marketing e Eventos há 25 anos
MBA em Comunicação e Marketing
Coordenador comercial do Guarda Volume
PhD sobre Foz do Iguaçu