Defesa de Adilson, representada pelo advogado Cleber Lins, apresenta versão sobre caso que resultou na morte de Daniele após sair da igreja

Relato aponta histórico de medo, tentativas de assalto e suposta perseguição antes do disparo

Defesa de Adilson, representada pelo advogado Cleber Lins, apresenta versão sobre caso que resultou na morte de Daniele após sair da igreja

A defesa de Adilson, acusado pelo assassinato de Daniele, morta por um disparo de arma de fogo após sair da igreja, apresentou sua versão dos fatos por meio do advogado Cleber Lins, sustentando que o tiro ocorreu em um contexto de medo extremo, após uma sequência de episódios de violência e falhas no atendimento policial.

Segundo a narrativa da defesa, dias antes do crime, Adilson teria sido vítima de duas tentativas de assalto, registradas em 28 de fevereiro e 5 de março. Ainda conforme o relato, haveria vídeos mostrando suspeitos tentando acessar sua residência pelo telhado, além de áudios enviados pela esposa em grupos de moradores da rua, relatando o desespero durante as ocorrências.

A defesa afirma que, diante da insegurança, Adilson teria mudado de residência por medo, temendo novas investidas criminosas. No dia 16 de março, data do crime, ele estaria dirigindo quando percebeu um veículo suspeito que, segundo sua versão, passou a segui-lo pela Avenida Juscelino Kubitschek (JK).

Ainda conforme o relato apresentado pelo advogado, acreditando que seria alvo de um novo assalto ou até de uma execução, Adilson acelerou o veículo para tentar se afastar. O carro que estaria atrás dele também teria acelerado, o que reforçou sua sensação de perseguição.

Na tentativa de despistar o suposto perseguidor, Adilson afirma que mudou o trajeto, entrando em uma rua à direita, quando originalmente seguiria pela JK até a rotatória. O veículo onde estava Daniele, acompanhada do marido, teria seguido em frente naquele momento, o que levou o acusado a acreditar que o risco havia cessado.

No entanto, segundo a versão da defesa, já em outra região da cidade, o mesmo veículo — uma Parati — teria reaparecido, vindo em sua direção. Ao perceber a aproximação, Adilson afirma ter entrado em pânico, acreditando que seria atacado.

Nesse contexto, conforme sustentado por Cleber Lins, o acusado teria sacado a arma e efetuado um disparo para o alto, caracterizado como disparo de alerta, com o objetivo de intimidar e evitar a aproximação. A narrativa afirma que, mesmo após o disparo, o veículo teria acelerado em sua direção, resultando em uma manobra brusca para evitar colisão frontal e um contato lateral entre os carros.

Foi nesse episódio que Daniele acabou sendo atingida por um disparo, vindo a morrer. A defesa sustenta que não houve intenção de matar, argumentando que a conduta ocorreu sob forte estresse emocional, medo e sensação de ameaça iminente.

O relato também aponta críticas à atuação policial nos episódios anteriores. Segundo a defesa, na primeira tentativa de assalto a polícia não teria comparecido ao local, e, na segunda, o atendimento teria ocorrido com atraso de aproximadamente uma hora e meia, o que teria contribuído para a sensação de abandono e insegurança.

O caso segue sob análise do Poder Judiciário. A acusação sustenta a tese de homicídio, enquanto a defesa afirma tratar-se de um erro trágico, sem dolo, decorrente de circunstâncias excepcionais.

#Nota da Redação

Esta matéria apresenta exclusivamente a versão da defesa, conforme relatada pelo advogado Cleber Lins. O Guarda Volume reafirma seu compromisso com a informação responsável e mantém espaço aberto para manifestações do Ministério Público, da acusação e das autoridades.

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