Debandada no PL do Paraná fica aquém do esperado e expõe disputa política antecipada para 2026

Saída em massa de prefeitos do PL no Paraná não se concretiza e expõe articulações políticas antecipadas para as eleições de 2026.

Debandada no PL do Paraná fica aquém do esperado e expõe disputa política antecipada para 2026

O anúncio de uma possível saída em massa de prefeitos do Partido Liberal (PL) no Paraná, feito pelo deputado federal Fernando Giacobo, não se confirmou na prática. Apesar da expectativa inicial de até 48 gestores municipais deixarem a sigla, apenas sete prefeitos oficializaram a desfiliação, revelando um cenário bem diferente do previsto.

A movimentação ganhou força após a chegada do ex-juiz e senador Sergio Moro ao partido, o que gerou especulações sobre um possível esvaziamento da legenda no estado. No entanto, os números reais indicam que o impacto foi limitado.

Prefeitos que deixaram o PL

Entre os nomes confirmados estão:

Marcel Micheletto (Assis Chateaubriand)
Rodrigo André Schanoski (Maripá)
Eduardo Pasquini (Campo Magro)
Geri Dutra (Santa Tereza do Oeste)
Edson Lupatini (Lindoeste)
Alex Sandro Rosa (Nova Santa Rosa)
Elaine Schmitt (Pérola d’Oeste)

A maioria das saídas ocorreu em municípios de pequeno e médio porte, especialmente na região Oeste do Paraná.

Discurso x realidade

A diferença entre o discurso inicial e o número efetivo de desfiliações chama atenção nos bastidores políticos. A projeção de uma debandada significativa acabou não se concretizando, levantando questionamentos sobre o uso estratégico de informações no cenário político estadual.

Analistas avaliam que o episódio pode ter sido uma tentativa de demonstrar força ou pressionar articulações internas, sobretudo diante da reorganização partidária provocada pela entrada de Moro.

Disputa política já começou

Nos bastidores, o movimento é interpretado como parte de uma reação de aliados do governador Ratinho Junior frente ao avanço de novos nomes no tabuleiro político paranaense.

Mesmo sem a debandada em larga escala, o episódio evidencia que a disputa pelo controle político do Paraná já está em curso — e tende a se intensificar nos próximos meses, mirando diretamente as eleições de 2026.

O PL, apesar das baixas pontuais, segue competitivo no estado, enquanto lideranças políticas começam a se posicionar estrategicamente para o próximo ciclo eleitoral.

MARCIO QUEIROZ VÍTOR
Jornalista há 21 anos
Gestor em Marketing e Eventos há 25 anos
MBA em Comunicação e Marketing
Coordenador comercial do Guarda Volume
PhD sobre Foz do Iguaçu

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