De Foz a Curitiba, Silva e Luna articula o futuro de Itaipu sob a bandeira do PL
Editoria: Política
Silva e Luna se reúne com Sergio Moro e Filipe Barros em Curitiba para discutir o futuro de Itaipu e a retomada de investimentos em Foz do Iguaçu.

Foto: Particular
Comitiva liderada pelo prefeito de Foz do Iguaçu se reúne com Sergio Moro e Filipe Barros na capital paranaense e defende a retomada do modelo de investimentos em infraestrutura da binacional.
Por Marcio Queiroz Vitor
O prefeito de Foz do Iguaçu, general Joaquim Silva e Luna (PL), liderou uma comitiva de lideranças iguaçuenses em uma maratona de reuniões políticas em Curitiba na terça-feira (13). No centro da pauta estava a Itaipu Binacional: o grupo defende que, se Flávio Bolsonaro (PL) vencer o segundo turno presidencial, em 25 de outubro, a direção brasileira da usina passe à influência do Partido Liberal e retome o modelo de investimentos em infraestrutura que o próprio Silva e Luna implantou quando comandou a binacional.
A agenda começou com o governador eleito do Paraná, Sergio Moro (PL), vitorioso no primeiro turno com 50,18% dos votos válidos e que toma posse em janeiro de 2027. Em seguida, a comitiva esteve com o senador eleito Filipe Barros (PL). À noite, as lideranças participaram de um jantar de alinhamento político com prefeitos e representantes eleitos de várias regiões do estado.
Segundo os participantes, Moro e Barros destacaram os resultados da gestão de Silva e Luna à frente da Itaipu, sobretudo as obras de infraestrutura e os projetos estruturantes que mudaram a paisagem de Foz do Iguaçu.
A trajetória de Silva e Luna à frente de Itaipu
A trajetória do general explica o peso que ele carrega nessa discussão. Primeiro militar a comandar o Ministério da Defesa, Silva e Luna assumiu a diretoria-geral brasileira de Itaipu em fevereiro de 2019 e ficou no cargo até abril de 2021, quando deixou a usina para presidir a Petrobras.
Na binacional, adotou uma política de austeridade, cortou custos e direcionou os recursos liberados para convênios de obras. Foi também o primeiro diretor-geral brasileiro a fixar moradia em Foz do Iguaçu, levando consigo toda a diretoria, gesto que aproximou a empresa da cidade-sede.
Em 2024, transformou esse capital político em votos e foi eleito prefeito no primeiro turno, com 50,14% dos votos válidos.
R$ 2,6 bilhões em obras e investimentos estruturantes
O número que a comitiva levou a Curitiba é de R$ 2,6 bilhões em obras e melhorias estruturantes vinculadas ao período de Silva e Luna.
A lista inclui a Ponte da Integração Brasil-Paraguai, a duplicação da Rodovia das Cataratas, a Perimetral Leste para tirar o tráfego pesado do centro e a ampliação em 600 metros da pista do Aeroporto Internacional de Foz do Iguaçu, que abriu caminho para voos intercontinentais.
Somam-se a isso a Delegacia da Mulher e o Instituto de Identificação, o Mercado Municipal, a revitalização do Gramadão da Vila A, ciclovias e investimentos no setor elétrico.
Em artigo publicado durante sua gestão, o general resumiu a meta como transformar cada megawatt gerado em entrega para a população.
Hoje, à frente da Prefeitura, Silva e Luna aguarda novas etapas de aplicação de recursos federais e trata a retomada desse modelo em Itaipu como peça-chave para consolidar Foz como polo turístico e logístico da fronteira.
O futuro de Itaipu e os interesses de Foz do Iguaçu
Poucos nomes conhecem Itaipu por dentro e Foz do Iguaçu por fora como Silva e Luna, e o legado de obras visíveis da sua gestão dá a ele autoridade para cobrar a volta desse modelo.
É legítimo que o prefeito use esse peso para disputar investimentos para a cidade. O desafio é garantir que a binacional, que pertence a dois países e é paga pela conta de luz de milhões de brasileiros, seja conduzida com critérios técnicos, metas públicas e transparência, e não apenas como prêmio de uma vitória eleitoral.
Se conseguir unir a experiência de gestor da usina à cobrança por regras claras, Foz terá muito mais a ganhar, no dia 25 de outubro.