Corrida ao Senado no Paraná coloca Deltan à frente de Curi, Gleisi e Filipe Barros
Pesquisa no Paraná aponta Deltan Dallagnol com 30,8%, seguido por Alexandre Curi, Gleisi Hoffmann e Filipe Barros na disputa pelo Senado.

Enquanto a disputa pelo governo do Paraná mostra um favorito relativamente destacado, a briga pelas duas vagas paranaenses ao Senado segue mais equilibrada. A nova pesquisa do Instituto Paraná Pesquisas, divulgada nesta quinta-feira, 3, traz um dado que passou quase despercebido nas primeiras coberturas: os quatro principais nomes perderam pontos em relação a agosto, todos ao mesmo tempo.
Quatro nomes concentram a disputa
O Senado é a casa que historicamente concentra nomes de perfis muito distintos no Paraná, e a disputa de 2026 não foge à regra.
Deltan Dallagnol chega à corrida com a notoriedade construída à frente da força-tarefa da Operação Lava Jato, hoje filiado ao Novo. Alexandre Curi ocupa a presidência da Assembleia Legislativa do Paraná e representa a base de sustentação política tradicional do Executivo estadual.
Gleisi Hoffmann carrega a trajetória de ex-presidente nacional do PT e ex-ministra da Casa Civil, enquanto Filipe Barros disputa a vaga com o capital político acumulado como deputado federal alinhado ao bolsonarismo pelo PL.
Como o Paraná elegerá dois senadores neste pleito, a corrida não se resume a um confronto de dois lados, mas a uma disputa por duas cadeiras entre pelo menos quatro postulantes competitivos.
Deltan lidera com 30,8%
De acordo com a ficha técnica do levantamento, a Paraná Pesquisas ouviu 1.280 eleitores em 56 municípios do estado, entre 31 de agosto e 2 de setembro, com entrevistas pessoais, domiciliares e presenciais. A margem de erro é de 2,8 pontos percentuais, com nível de confiança de 95%.
Como cada eleitor pode indicar até dois nomes na pesquisa estimulada, os percentuais não somam 100%.
Deltan Dallagnol aparece na liderança, com 30,8% das citações, seguido por Alexandre Curi, com 28,4%, Gleisi Hoffmann, com 25,7%, e Filipe Barros, com 22,9%.
Mais atrás aparecem Cristina Graeml, com 14,4%, e Dr. Rosinha, com 13%.
Considerando a margem de erro, os quatro primeiros colocados seguem em disputa tecnicamente acirrada pelas duas vagas.
Principais candidatos perderam pontos
O contraponto mais relevante deste levantamento está na comparação com a pesquisa anterior, feita pelo mesmo instituto em agosto.
Deltan caiu de 34% para 30,8%, uma perda de 3,2 pontos. Curi recuou de 29,6% para 28,4%. Gleisi baixou de 28,1% para 25,7%. E Filipe Barros perdeu a maior diferença entre os quatro, caindo de 26% para 22,9%.
A queda simultânea de todos os principais nomes sugere que parte do eleitorado migrou para indecisão ou para candidaturas menores, e não necessariamente de um concorrente para outro.
Outros institutos, como a Quaest e a Real Time Big Data, também registraram, ao longo de agosto, cenários de empate técnico entre Curi, Gleisi e Filipe Barros pela segunda posição, com Deltan à frente em praticamente todos os levantamentos, ainda que com percentuais variando conforme a metodologia e o financiador de cada pesquisa.
Segunda vaga permanece aberta
Diante disso, o quadro que se desenha para o Senado no Paraná é de estabilidade na ordem dos favoritos, com Deltan Dallagnol na ponta desde as primeiras pesquisas do ciclo eleitoral, mas de instabilidade nos números absolutos, com queda generalizada em setembro que indica um eleitorado ainda aberto a mudanças de posição entre os quatro concorrentes mais bem colocados.
A disputa pela segunda vaga, hoje ocupada nas pesquisas por margens apertadas entre Curi, Gleisi e Filipe Barros, tende a ser o ponto mais imprevisível da campanha até outubro.
Autor: Márcio Queiroz Vítor
Jornalista há 21 anos; Gestor em Marketing e Eventos há 26 anos; MBA em Comunicação e Marketing; Coordenador Comercial do Guarda Volume; PhD sobre Foz do Iguaçu.