Contrabandistas paraguaios são presos após intenso tiroteio no Rio Paraná

Operação da Prefeitura Naval Argentina terminou em perseguição, troca de tiros e prisão de dois paraguaios no Rio Paraná. Carga com 388 pneus foi apreendida.

Contrabandistas paraguaios são presos após intenso tiroteio no Rio Paraná

Uma operação de combate ao contrabando terminou em confronto armado e perseguição fluvial no Rio Paraná, na região de fronteira entre Argentina e Paraguai. Dois paraguaios foram presos e outros dois conseguiram fugir após troca de tiros com agentes da Prefectura Naval Argentina durante a apreensão de uma carga ilegal de pneus.

O caso aconteceu na região conhecida como Paraje Cantera, na margem de Puerto Iguazú, em frente à cidade de Presidente Franco.

Segundo as autoridades argentinas, os agentes realizavam patrulhamento preventivo na área de fronteira quando identificaram uma embarcação atravessando o Rio Paraná transportando uma grande carga de pneus de origem ilegal. Ao perceberem a aproximação da fiscalização, os ocupantes da lancha tentaram fugir, iniciando uma perseguição fluvial.

Durante a ação, os agentes efetuaram disparos de advertência contra o motor da embarcação para obrigar a parada. Já na margem argentina, os suspeitos abandonaram a lancha e tentaram escapar por uma área de mata.

Ainda de acordo com o relatório oficial, durante a fuga houve troca de tiros vindos das duas margens do rio. Os disparos teriam partido de pessoas que tentavam auxiliar a fuga dos contrabandistas. Os agentes responderam ao ataque para garantir a segurança da equipe e manter a operação.

Dentro da embarcação foram encontrados uma arma longa e uma pistola calibre 9 milímetros, abandonadas pelos suspeitos durante a fuga.

Ao final da operação, dois paraguaios foram presos, enquanto outros dois conseguiram escapar em direção ao lado paraguaio da fronteira.

A carga apreendida continha 388 pneus de diferentes tamanhos, que seriam introduzidos clandestinamente na Argentina. Para retirada do material e reforço da segurança da operação, a Prefectura Naval Argentina contou com apoio da Gendarmería Nacional Argentina, da Policía Federal Argentina e da Policía de la Provincia de Misiones.

O caso está sendo investigado pelo promotor federal Marcelo Benítez e pelo juiz federal Marcelo Cardozo.

Por Marcio Queiroz Vitor
Jornalista há 21 anos
Gestor em Marketing e Eventos há 26 anos
MBA em Comunicação e Marketing
Coordenador comercial do Guarda Volume
PhD sobre Foz do Iguaçu

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