Com voto aberto e anistia na pauta, PL oficializa Rogério Marinho para a presidência do Senado

Por Márcio Queiroz Vítor

Editoria: Política

Partido lança candidatura do senador potiguar para 2027, defende mudanças na eleição da Mesa Diretora e promete avançar com pautas da oposição.

Rogério Marinho senador eleito pelo PL

Foto: G1

O PL oficializou nesta quarta-feira (4), em Brasília, a candidatura do senador Rogério Marinho (RN) à presidência do Senado a partir de 2027. Em reunião com cerca de 30 senadores, o partido apresentou a disputa como uma forma de destravar pautas da oposição, entre elas o projeto de anistia aos condenados pela tentativa de golpe de Estado.

A eleição da Mesa Diretora é o principal cargo do Legislativo federal, e a disputa dos próximos meses vai definir quem comanda a pauta de votações da Casa. Pelo relato da jornalista Luísa Marzullo, de Brasília, o lançamento teve presença de parlamentares eleitos pelo PL e de aliados de outros partidos, como o senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS), que a candidatura tenta usar para ampliar o apoio para além da bancada do PL.

Voto aberto e anistia estão entre as prioridades

Marinho disse, na coletiva, que a candidatura vai permitir que o projeto de anistia seja apreciado. Ele também defendeu o voto aberto na eleição da Mesa, hoje feita por voto secreto, afirmando que a transparência evitaria o que chamou de "estelionato eleitoral". Ao mesmo tempo, ele admitiu que ainda será preciso avaliar como viabilizar a mudança, sem apresentar o caminho jurídico ou regimental.

Disputa com Alcolumbre e articulações políticas

A candidatura se apresenta como oposição ao atual presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), que tem apoio dos presidentes das duas legendas da federação União-PP, Antonio Rueda e Ciro Nogueira, além de MDB, PSD e PT, segundo a reportagem. Marinho lembrou que já disputou o comando da Casa em 2023, contra Rodrigo Pacheco (PSD-MG), em candidatura que, segundo ele, foi feita a pedido do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Outro ponto da disputa é a senadora Tereza Cristina (PP-MS), que mantém candidatura própria. Marinho afirmou que conversou com ela na manhã desta quarta, reconheceu a legitimidade da candidatura dela e disse que os dois devem convergir "em momento oportuno". Já a senadora, segundo a reportagem, não pretende abrir mão da disputa neste momento e aposta no trânsito entre partidos e no apoio do Centrão.

Relação com o STF e críticas às comissões

O texto também registra que Marinho afastou a ideia de que sua campanha será uma ofensiva contra ministros do Supremo Tribunal Federal. Ele afirmou que não fará campanha por impeachment de ninguém, mas que não se omitirá se houver denúncia de crime de responsabilidade. A reportagem trata ainda de críticas dele à distribuição de espaços nas comissões do Senado.

Promessas e desafios para a eleição de 2027

Uma questão que a reportagem não resolve é como as propostas centrais serão levadas adiante. O voto aberto depende de mudança nas regras de votação, e a anistia depende de votação no plenário. Nenhum desses passos tem data ou texto definido no que foi divulgado. A eleição está marcada para 1º de fevereiro e será por voto secreto, o que, segundo a reportagem, abre espaço para dissidências.

A disputa é legítima e entra no debate público por dois caminhos: o que cada candidato promete e o que ele consegue aprovar. Para o leitor, a comparação mais útil é entre as falas e os votos, nas regras que forem de fato adotadas.

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