Caso que repercutiu no Fantástico: veterinária Giovana Giacomini enfrenta audiência após anos de conflitos com vizinho em Foz

Após anos de conflitos, audiência reacende caso de veterinária que denunciou vizinho em Foz

Caso que repercutiu no Fantástico: veterinária Giovana Giacomini enfrenta audiência após anos de conflitos com vizinho em Foz

Histórico de danos, ameaças e morte de animal mobilizou moradores e ganhou repercussão nacional

O caso envolvendo a veterinária Giovana Giacomini e seu vizinho José Vicente Tessa, em Foz do Iguaçu (PR), voltou a ganhar repercussão com a realização de uma nova audiência judicial. A situação, que se arrasta há anos, ficou conhecida em todo o país após reportagem exibida no programa Fantástico.

Segundo relatos de Giovana, os conflitos começaram logo após a compra de um imóvel onde ela montou uma clínica veterinária, em 2020.

Cerca cortada diversas vezes

De acordo com a veterinária, o problema começou no mesmo dia em que adquiriu o imóvel. Ela afirma que o vizinho teria cortado a cerca elétrica da propriedade repetidas vezes.

“Doze vezes ele cortou a minha cerca. Doze vezes”, relatou.

Giovana contou que, inicialmente, acreditou se tratar apenas de um desentendimento entre vizinhos. No entanto, os episódios passaram a se repetir com frequência, o que a levou a acionar a polícia.

Em uma das ocasiões, segundo ela, o homem teria dito que continuaria cortando a cerca sempre que o alarme da propriedade fosse acionado.

Danos à clínica e equipamentos

Com o passar do tempo, a veterinária afirma que os problemas foram se agravando. Câmeras de segurança e refletores teriam sido danificados e, em outros episódios, objetos teriam sido arremessados contra a cerca elétrica para provocar curto-circuito.

Entre os relatos também estão:

danos a equipamentos de segurança

bombinhas utilizadas para romper a cerca elétrica

poda de uma árvore localizada na frente do terreno

Diante da situação, Giovana afirma que desistiu da ideia de dormir na clínica durante os plantões noturnos por medo.

Suposta agressão durante obra

Um dos episódios mais graves, segundo a veterinária, teria ocorrido quando o imóvel ainda estava em reforma.

Ela relata que o vizinho teria subido no muro e quebrado parte da parede da casa com uma marreta. Ao tentar conversar com ele, Giovana afirma que foi insultada e que sua mãe, que chegou ao local naquele momento, também teria sido ofendida.

De acordo com o relato, a situação terminou em agressão física.

A mãe da veterinária caiu durante o episódio e sofreu uma fratura em um dedo.

O caso chegou à Justiça e foi julgado em 2022. Na época, o acusado já tinha mais de 70 anos. Pela legislação brasileira, prazos de prescrição são reduzidos pela metade para pessoas nessa faixa etária, o que levou ao arquivamento do processo.

Ameaças e medo no bairro

Após o episódio, Giovana afirma que continuou se sentindo ameaçada.

Segundo ela, durante uma discussão, o vizinho teria dito que a casa que ela comprou “seria no cemitério”.

Moradores da região também relatam conflitos envolvendo o homem. Um vizinho contou que já teria presenciado situações semelhantes, incluindo um episódio em que o morador teria jogado água sobre uma casa vizinha após subir em um muro.

Morte de cadela revolta moradores

Um dos acontecimentos que mais chocou a comunidade foi a morte de uma cadelinha chamada Lily, de apenas quatro meses.

A tutora do animal, Maria Eduarda, que mora na mesma rua, afirma que testemunhas teriam visto o homem estrangulando o animal.

Imagens registradas por moradores mostram o momento em que ele se afasta da cachorra, que aparece caída no chão.

Segundo o laudo de necropsia, o animal morreu por asfixia e também apresentava sinais de envenenamento.

“Nunca passou pela minha cabeça que um ser humano poderia fazer isso com um animal tão indefeso”, relatou a tutora.

Audiência marca novo capítulo do caso

Após anos de conflitos e denúncias, uma nova audiência judicial foi marcada, reacendendo o debate sobre o caso na cidade.

Nas redes sociais, Giovana pediu apoio e orações antes da audiência, afirmando que busca justiça não apenas por si, mas também por moradores que dizem ter sido afetados pela situação.

O caso continua em análise na Justiça e novas decisões devem ocorrer conforme o andamento do processo.

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