Caso Giovana: Justiça condena “pior vizinho” por maus-tratos a animal e dano em Foz do Iguaçu
Caso Giovana: Justiça condena “pior vizinho” em Foz do Iguaçu a 2 anos e 4 meses por maus-tratos a animal e dano; ele ainda responde a outros processos.
A Justiça condenou José Vicente Tezza, de 76 anos, no caso envolvendo a médica veterinária Giovana Nantes Giacomini, em Foz do Iguaçu, que ganhou repercussão nacional como o episódio do “pior vizinho”.
A decisão fixa pena de 2 anos e 4 meses de reclusão, além de 40 dias-multa, cada um equivalente a 1/30 do salário mínimo vigente à época dos fatos, com correção monetária.
Condenação envolve maus-tratos e dano
Esta condenação é específica por dois episódios que marcaram o caso:
Maus-tratos a animal, após o idoso ser acusado de estrangular um cachorro
Dano ao patrimônio, relacionado ao corte de uma árvore em frente à clínica veterinária da vítima
Os fatos integram a série de conflitos registrados ao longo dos últimos anos entre vizinhos no bairro Vila Yolanda.
Regime aberto e primeira condenação
A pena deverá ser cumprida em regime aberto, conforme o artigo 33 do Código Penal.
Esta é a primeira condenação de José Vicente Tezza no contexto do caso. Apesar disso, ele segue respondendo a outros processos criminais, ligados a diferentes ocorrências relatadas pela vítima.
Caso teve repercussão nacional
O episódio ganhou visibilidade em todo o país após reportagem exibida no Fantástico, que apresentou imagens e relatos sobre anos de conflitos, ameaças e episódios de violência.
A médica veterinária relatou ter registrado diversos boletins de ocorrência ao longo do período, denunciando uma sequência de situações que afetaram sua rotina e segurança.
Decisão reacende debate
A condenação representa um avanço judicial no caso, mas também reacende o debate sobre a demora na resposta do sistema e a efetividade das punições em situações de conflito prolongado.