Câncer de esôfago acende alerta em Foz do Iguaçu para diagnóstico precoce e hábitos de risco
Especialistas alertam para o aumento dos casos de câncer de esôfago em Foz do Iguaçu e reforçam a importância do diagnóstico precoce e da prevenção.

O aumento dos casos de doenças relacionadas ao aparelho digestivo tem preocupado especialistas em Foz do Iguaçu, especialmente em relação ao câncer de esôfago, doença considerada silenciosa e que, na maioria das vezes, só apresenta sintomas em estágios mais avançados.
Segundo o cirurgião do aparelho digestivo, Dr. Luiz Carlos Lazzeri Bremm, a principal dificuldade no combate à doença está justamente no diagnóstico precoce. Muitos pacientes procuram atendimento médico apenas quando já apresentam sinais mais graves.
“O grande desafio é que muitos pacientes só procuram ajuda quando começam a apresentar dificuldade para engolir ou perda de peso significativa. Em muitos casos, a doença já está avançada”, alerta o especialista.
O câncer de esôfago ocorre quando células do órgão passam a crescer de forma desordenada, comprometendo a passagem de alimentos e líquidos até o estômago. Entre os tipos mais comuns estão o carcinoma espinocelular — mais frequente no Brasil — e o adenocarcinoma, geralmente associado ao refluxo gastroesofágico e à obesidade.
Em uma cidade de fronteira como Foz do Iguaçu, médicos reforçam que hábitos comuns da população podem aumentar os riscos para o desenvolvimento da doença. Entre eles estão o consumo excessivo de álcool, o tabagismo, a obesidade, alimentação inadequada e a ingestão frequente de bebidas muito quentes.
Principais fatores de risco
Entre os fatores que mais preocupam os especialistas estão:
tabagismo;
consumo excessivo de álcool;
obesidade;
refluxo gastroesofágico crônico;
alimentação inadequada;
ingestão frequente de bebidas muito quentes.
O Dr. Bremm também destaca o chamado Esôfago de Barrett, alteração provocada pelo refluxo contínuo, considerada uma condição que aumenta significativamente o risco de desenvolvimento do câncer.
Sintomas costumam aparecer tardiamente
Nos estágios iniciais, o câncer de esôfago pode não apresentar sintomas. Conforme a doença evolui, alguns sinais passam a chamar atenção:
dificuldade para engolir;
sensação de alimento parado na garganta;
dor ao engolir;
rouquidão persistente;
tosse frequente;
dores no peito;
perda de peso sem explicação.
O diagnóstico é feito principalmente por meio da endoscopia digestiva alta com biópsia, exame fundamental para identificar alterações ainda nas fases iniciais da doença. Exames de imagem também são utilizados para avaliar o estágio do tumor e definir o tratamento mais adequado.
Dependendo da evolução do quadro, o tratamento pode envolver cirurgia, quimioterapia, radioterapia ou a combinação dessas técnicas. De acordo com o especialista, detectar a doença precocemente continua sendo o principal fator para aumentar as chances de cura.
Além dos tumores malignos, o esôfago também pode desenvolver tumores benignos, como o leiomioma, embora sejam casos menos frequentes.
Com mais de 30 anos de atuação na medicina e mais de 13 mil cirurgias realizadas, Luiz Carlos Lazzeri Bremm atua nas áreas de cirurgia digestiva, oncologia digestiva, cirurgia bariátrica e gastroenterologia, sendo reconhecido pelo trabalho com técnicas minimamente invasivas e atendimento humanizado.
Por Márcio Queiroz Vítor
Jornalista há 21 anos; Gestor em Marketing e Eventos há 26 anos; MBA em Comunicação e Marketing; Coordenador Comercial do Guarda Volume; PhD sobre Foz do Iguaçu.