Cabo da PM do Paraná é preso em Goiás suspeito de manter mulher em cárcere privado por mais de 30 dias

Cabo da PM do Paraná, lotado em Foz do Iguaçu, é preso em Goiás suspeito de manter prima em cárcere privado por mais de 30 dias. Caso segue sob investigação.

Cabo da PM do Paraná é preso em Goiás suspeito de manter mulher em cárcere privado por mais de 30 dias

Um cabo da Polícia Militar do Paraná, lotado em batalhão de Foz do Iguaçu, foi preso em Aparecida de Goiânia sob suspeita de manter uma mulher em cárcere privado por mais de 30 dias. O policial, João Ricardo Pinheiro de Araújo, de 42 anos, está detido na corregedoria da Polícia Militar, em Goiânia.

De acordo com o relato da vítima à Polícia Civil, a mulher, de 52 anos, afirmou que o primo chegou de surpresa à sua casa no período do Natal e, desde então, passou a controlar sua rotina. Segundo o depoimento, ela permaneceu por mais de um mês sem poder sair sozinha, sendo obrigada a atender ligações telefônicas apenas no viva-voz.

A vítima também relatou que o policial utilizava uma arma de fogo da corporação para intimidá-la. O armamento foi apreendido junto com carregador e munições durante a ação policial. Nos últimos dias antes da fuga, conforme o depoimento, as agressões teriam se intensificado, com tapas no rosto e empurrões. Em um dos episódios, a mulher disse ter sido derrubada da cama. Após as agressões, ela relatou que era obrigada a colocar gelo nas lesões para evitar marcas visíveis.

A mulher conseguiu pedir ajuda depois de insistir para ir sozinha até uma padaria, sob a condição de deixar o celular com o suspeito. Em vez disso, procurou a casa do filho e acionou a Polícia Militar. O cabo foi encontrado na residência da vítima e levado à delegacia.

Em depoimento, João Ricardo afirmou manter um relacionamento amoroso com a mulher e alegou que havia discussões motivadas por ciúmes. Ele negou as agressões físicas e as ameaças. A vítima solicitou medida protetiva de urgência à Justiça.

O policial deve passar por audiência de custódia ainda nesta terça-feira. O caso segue sob investigação e também poderá ser apurado na esfera administrativa pela Polícia Militar do Paraná.

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