Banco Inter está ligado ao Banco Master? Entenda o caso e o que mudou após a liquidação da EDAPPS
Entenda se o Banco Inter tem ligação com o Banco Master e o que motivou a polêmica após a liquidação da EDAPPS. Saiba o que diz o Banco Central e se há risco para clientes.

A liquidação extrajudicial da fintech EDAPPS, determinada pelo Banco Central do Brasil, desencadeou uma onda de dúvidas nas redes sociais e aplicativos de mensagens. Entre os principais questionamentos estão a suposta ligação entre bancos, especialmente envolvendo o Banco Master, e o temor de que instituições maiores possam enfrentar o mesmo destino.
Mas o que de fato aconteceu? E há motivo para preocupação do consumidor?
O que era a EDAPPS e por que foi liquidada
A EDAPPS era uma empresa de tecnologia financeira, especializada em fornecer infraestrutura operacional para instituições do sistema financeiro. Ela não era banco, não captava depósitos e não atendia clientes pessoas físicas.
Por atuar em áreas sensíveis — como processamento de transações e integração de sistemas —, estava sujeita à supervisão do Banco Central do Brasil. A liquidação extrajudicial é aplicada quando o regulador identifica irregularidades graves ou riscos operacionais, com o objetivo de proteger o sistema financeiro e os usuários finais.
Importante: a liquidação de um prestador de serviços não implica automaticamente risco para os bancos que, em algum momento, utilizaram sua tecnologia.
Existe ligação entre Banco Inter e Banco Master?
Não. O Banco Inter e o Banco Master não possuem vínculo societário, administrativo ou operacional entre si.
O Banco Inter esclareceu oficialmente que não foi impactado pela liquidação da EDAPPS, que seus sistemas seguem operando normalmente e que mantém padrões elevados de governança, segurança e compliance.
A confusão surgiu porque, no mercado financeiro, é comum que diferentes instituições utilizem fornecedores semelhantes, sem que isso represente relação de controle ou dependência estrutural.
Por que o Banco Master passou a ser alvo de preocupação?
O Banco Master é uma instituição de menor porte, com modelo de negócios mais concentrado e maior sensibilidade a choques operacionais, regulatórios e reputacionais.
Segundo análises do setor, bancos menores:
Dependem mais de fornecedores externos
Têm menor margem de absorção de crises
Sentem de forma mais intensa exigências adicionais de capital e liquidez
Além disso, em um ambiente de redes sociais, boatos e informações incompletas podem provocar movimentos abruptos de saques e transferências, pressionando ainda mais a liquidez — mesmo quando o problema inicial é administrável.
Isso pode acontecer com bancos grandes ou cooperativas?
A chance é extremamente baixa.
Instituições robustas, como o Sicredi, grandes bancos e sistemas cooperativos:
São fiscalizados de forma contínua pelo Banco Central
Possuem capital elevado e diversificação de riscos
Contam com mecanismos internos de socorro
Operam sob regras prudenciais rígidas
Além disso, depósitos dos clientes estão protegidos por fundos garantidores, como o Fundo Garantidor do Cooperativismo de Crédito, até o limite estabelecido.
O papel do Banco Central nesses casos
O Banco Central atua de forma preventiva, justamente para evitar crises sistêmicas. Liquidações, intervenções e exigências adicionais não são sinais de colapso do sistema, mas instrumentos de controle e proteção.
O sistema financeiro brasileiro é reconhecido internacionalmente como um dos mais regulados e resilientes do mundo.
Em resumo
A EDAPPS era uma fintech de tecnologia, não um banco
Sua liquidação não indica crise sistêmica
Banco Inter e Banco Master não têm ligação
O Banco Master enfrenta fragilidades específicas, comuns a instituições menores
Grandes bancos e cooperativas não estão expostos ao mesmo risco
O episódio reforça a importância de buscar informação qualificada e evitar a propagação de boatos que geram insegurança desnecessária.
O Guarda Volume segue acompanhando o tema com responsabilidade e compromisso com a informação correta.