Anvisa proíbe canetas emagrecedoras do Paraguai; veja a lista completa
Anvisa proíbe canetas emagrecedoras do Paraguai e divulga lista de marcas irregulares. Medida impacta consumidores na fronteira.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária determinou a proibição de diversas canetas emagrecedoras comercializadas irregularmente no Brasil, muitas delas oriundas do Paraguai. A medida tem impacto direto em regiões de fronteira como Foz do Iguaçu, onde o acesso a esses produtos é facilitado pela proximidade com Ciudad del Este.
Segundo a agência, os produtos não possuem registro sanitário no Brasil, o que impede sua comercialização, importação e uso, devido à falta de comprovação de segurança, eficácia e qualidade.
Lista de canetas e substâncias proibidas
Confira os principais produtos atingidos por resoluções recentes da Anvisa:
Gluconex e Tirzedral – fabricante desconhecido (proibidos em abril/2026)
Lipoland (15mg) – Landerlan (proibido em fevereiro/2026)
T.G (10mg e 15mg) – Landerlan (proibido em fevereiro/2026)
Lipoless (diversas dosagens) – Laboratório Éticos (proibido em fevereiro/2026)
Tirzec / Tirzec Pen – todas as marcas (proibidos em fevereiro/2026)
Retatrutida (40mg) – todas as marcas e lotes (uso proibido no Brasil)
Synedica e TG – Synedica e outros (proibidos em janeiro/2026)
Tirzazep – Royal Pharmaceuticals (proibido em novembro/2025)
T.G. 5 – T.G. / Indufar (proibido em novembro/2025)
Retatrutida acende alerta internacional
Entre os casos mais preocupantes está a Retatrutida, substância que ainda está em fase de testes clínicos e não possui aprovação para uso comercial em nenhum país. A Anvisa alerta que qualquer produto vendido com esse nome é considerado clandestino e pode oferecer riscos desconhecidos à saúde.
Fronteira e o dilema do acesso
A decisão reacende um debate importante na tríplice fronteira: o alto custo de tratamentos disponíveis no Brasil tem levado pacientes a buscar alternativas no Paraguai. No entanto, a Anvisa reforça que, independentemente da origem, qualquer medicamento sem registro no país é considerado irregular.
Especialistas alertam que a proibição pode acabar incentivando o mercado clandestino, aumentando ainda mais os riscos ao consumidor.
Fonte: Click Foz