Álbum da Copa do Mundo volta a mobilizar torcedores e vira febre em Foz do Iguaçu
Álbum da Copa do Mundo volta a ser febre em Foz do Iguaçu, movimentando bancas, encontros de troca e o comércio local entre colecionadores.

A cada edição da Copa do Mundo FIFA, uma tradição se repete fora dos gramados: o lançamento do álbum oficial de figurinhas. Em Foz do Iguaçu, a corrida para completar a coleção já movimenta bancas, escolas e grupos de troca, reunindo crianças, jovens e adultos em torno da mesma paixão.
Produzido pela Panini, o álbum se tornou um símbolo cultural do Mundial, atravessando gerações e consolidando-se como um dos produtos mais aguardados a cada quatro anos.
Corrida pelas figurinhas
Logo nos primeiros dias de venda, é comum a alta procura por pacotes. Cada envelope traz figurinhas aleatórias, o que torna o processo de completar o álbum um verdadeiro desafio.
Entre os itens mais disputados estão:
escudos das seleções
jogadores de destaque
figurinhas especiais e metalizadas
A incerteza sobre quais figurinhas virão em cada pacote é um dos fatores que alimenta a “febre” entre colecionadores.
Trocas viram ponto de encontro
Assim como em outras cidades do país, Foz do Iguaçu registra encontros frequentes para troca de figurinhas repetidas. Esses momentos acontecem em bancas de revistas, praças e até em eventos organizados por colecionadores.
A prática transforma o álbum em uma experiência coletiva, incentivando interação social e criando um ambiente de convivência entre torcedores.
Impacto no comércio local
O movimento em torno do álbum da Copa também gera reflexos na economia. Comerciantes relatam aumento nas vendas de figurinhas e acessórios, especialmente nas primeiras semanas após o lançamento.
Além disso, estabelecimentos aproveitam a oportunidade para promover ações temáticas, atraindo clientes e fortalecendo o engajamento com o público.
Custo e estratégia
Completar o álbum exige planejamento. Com centenas de figurinhas disponíveis, o investimento pode ser alto, principalmente para quem tenta finalizar a coleção apenas comprando pacotes.
Por isso, muitos colecionadores recorrem a estratégias como:
participação em grupos de troca
compra de figurinhas avulsas
organização de listas de repetidas
Mais do que um passatempo
Especialistas apontam que o álbum da Copa vai além do entretenimento. Ele estimula habilidades como organização, negociação e socialização, além de fortalecer o vínculo emocional com o futebol.
Para muitos, completar o álbum é tão importante quanto acompanhar os jogos do Mundial.
Tradição que se renova
Mesmo com o avanço das plataformas digitais, o álbum físico segue como um fenômeno. A cada nova edição da Copa do Mundo, a tradição se renova, mantendo viva uma cultura que atravessa décadas.
Em Foz do Iguaçu, a cena se repete: filas nas bancas, reuniões para troca e a expectativa de preencher cada espaço vazio do álbum até o apito final do torneio.
MARCIO QUEIROZ VÍTOR
Jornalista há 21 anos; Gestor em Marketing e Eventos há 26 anos; MBA em Comunicação e Marketing; Coordenador comercial do Guarda Volume; PhD sobre Foz do Iguaçu.