Acabou a greve do transporte público de Foz

Por Márcio Queiroz Vítor

Editoria: Social

A greve do transporte coletivo em Foz do Iguaçu chegou ao fim após mediação do Ministério Público do Trabalho. Acordo mantém o adicional “dirige e cobra” e garante retomada gradual do serviço.

Uma placa de propaganda está pendurada em um ônibus, com uma mensagem em letras grandes e vermelhas.

A paralisação no transporte coletivo de Foz do Iguaçu chegou ao fim após mediação do Ministério Público do Trabalho, encerrando dias de incerteza para cerca de 50 mil passageiros que dependem diariamente do serviço na cidade.

O acordo que viabilizou o retorno das atividades garantiu a manutenção do pagamento do adicional de função conhecido como “dirige e cobra” aos motoristas — ponto central das reivindicações trabalhistas e um dos principais entraves nas negociações.

A paralisação havia sido motivada justamente pela insegurança em torno desse benefício, que não vinha sendo reconhecido formalmente pelo poder público municipal dentro do contrato vigente do transporte coletivo. Mesmo assim, o pagamento vinha sendo mantido, o que acabou se consolidando como elemento decisivo para a resolução do impasse.

A mediação conduzida pelo Ministério Público do Trabalho foi solicitada diante do risco de agravamento da crise no sistema de mobilidade urbana, que impactava diretamente trabalhadores, estudantes e o setor produtivo da cidade.

Com o fim da greve, a expectativa é de normalização gradual das linhas e horários, restabelecendo a rotina da população. Ainda assim, o tema deve continuar em debate, especialmente no que diz respeito ao equilíbrio financeiro do contrato e à responsabilidade pelo custeio de benefícios trabalhistas incorporados ao sistema ao longo dos últimos anos.

Nos bastidores, a tendência é que novas discussões ocorram entre concessionária e município para definir de forma definitiva quem arcará com os custos do adicional, evitando novos conflitos e paralisações no futuro.

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