1ª sessão de Erika Hilton na Comissão da Mulher é marcada por tensão, provocações e pressão política

Primeira sessão de Erika Hilton na Comissão da Mulher é marcada por tensão, provocações e embates entre parlamentares, com pressão de militantes e clima de forte polarização política.

1ª sessão de Erika Hilton na Comissão da Mulher é marcada por tensão, provocações e pressão política

A primeira participação da deputada federal Erika Hilton na Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher, na Câmara dos Deputados, foi marcada por um ambiente tenso, com provocações, pressão de militantes e episódios de hostilidade.

Antes mesmo do início da sessão, a orientação interna do PSOL era clara: evitar confrontos diretos. A recomendação era de que parlamentares de esquerda não respondessem a possíveis agressões e mantivessem o foco em um andamento técnico dos trabalhos.

Ambiente carregado e sala lotada

Apesar da estratégia, o clima de apreensão predominou. A comissão reuniu um grande número de pessoas, com militantes de direita e esquerda ocupando o espaço e acompanhando de perto a sessão — com predominância de apoiadores da esquerda.

O ambiente, descrito como lotado e tenso, acabou contribuindo para o aumento das provocações e da pressão sobre os parlamentares.

Incentivo ao confronto

Do lado oposto, deputadas alinhadas ao bolsonarismo foram incentivadas a adotar postura mais combativa durante a sessão. A deputada Chris Tonietto, por exemplo, teria sido alvo de gritos de apoiadores enquanto se dirigia à comissão.

Segundo relatos, frases como “acaba com ela” foram ouvidas no corredor, evidenciando o nível de acirramento político fora e dentro da sala.

Tentativa de foco técnico fracassa

Mesmo com a orientação inicial de evitar embates, o ambiente acabou dificultando a condução técnica da reunião. O cenário de provocações e reações entre parlamentares desviou o foco das discussões centrais da comissão, que deveriam tratar de políticas públicas voltadas às mulheres.

Reflexo da polarização política

O episódio escancara o grau de polarização no Congresso Nacional, onde até mesmo comissões temáticas — tradicionalmente voltadas a debates técnicos — têm sido impactadas por disputas ideológicas intensas.

A repercussão do caso nas redes sociais ampliou ainda mais o debate, com opiniões divididas entre apoio à postura firme de parlamentares e críticas ao clima de confronto que dominou a sessão.

imagem: Felipe Ferreira/UOL

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